Carnes, café e filé fresco de tilápia escapam de sobretaxa, mas queda nas exportações da piscicultura limita leitura favorável
Alívio tarifário nos EUA reduz pressão sobre margens das proteínas

A exclusão de carnes bovina e de frango, café e filé fresco de tilápia do Brasil da nova tarifa de 25% dos Estados Unidos reduz um risco imediato de custo para exportadores, segundo ASGAV e Peixe BR. Para as proteínas animais, a medida preserva competitividade em um mercado relevante e evita uma perda direta de preço relativo frente a concorrentes não tarifados.
O efeito econômico mais claro está na previsibilidade de margem. Uma sobretaxa de 25% poderia ser absorvida parcialmente por exportadores, repassada ao comprador ou compensada por renegociação de volumes, dependendo do produto e do contrato. Como o clipping informa que esses itens ficaram fora da cobrança, o choque de curto prazo sobre carnes e tilápia fresca foi evitado no mercado americano.
A leitura, porém, não é uniforme para todo o setor. A Embrapa informou que as exportações da piscicultura nacional caíram cerca de um terço no primeiro semestre. O clipping não apresenta valores, destinos ou composição por produto, mas a queda indica perda relevante de receita externa para a cadeia. Nesse quadro, a permanência do filé fresco de tilápia fora da sobretaxa americana ganha peso maior para exportadores que dependem de poucos mercados.
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Na Europa, o risco econômico segue aberto. Segundo a ASGAV, o Brasil acelerou tratativas para proteger US$ 1,8 bilhão em exportações de carnes bovina e de aves à União Europeia. A cifra mostra que a agenda comercial não se limita aos Estados Unidos. Eventuais restrições no bloco europeu podem deslocar volumes, pressionar preços internos ou aumentar a dependência de destinos alternativos.
A resposta empresarial também aparece no clipping. A JBS fechou parceria com uma empresa sul-coreana para ampliar presença na Ásia, informou a CNN Agro. O movimento reforça a busca por mercados de maior valor e maior diversificação geográfica. Ao mesmo tempo, a ABPA projeta crescimento da produção e do consumo de proteínas animais em 2026, sem números por cadeia no clipping, o que exige cautela na avaliação de oferta e demanda.























