Nativo é um produto de uso preventivo, porém com um residual superior e com espectro mais amplo para o combate de outras doenças.
Bayer foca Cerrado e lança fungicida para ferrugem
Redação (05/06/06)- Na sojicultura atual, a ferrugem asiática corresponde a cerca de 88% dos problemas que produtores do Cerrado brasileiro enfrentam ao longo da safra. Pensando neste potencial de mercado e também no potencial de expansão da cultura na região, a multinacional Bayer CropSciense, lançou nesta semana o fungicida Nativo, que de acordo com executivos da agroquímica, é um produto de uso preventivo, porém com um residual superior e com espectro mais amplo para o combate de outras doenças. De acordo com o diretor de marketing da Bayer, Gerhard Bohne, o Nativo é uma estratégia de segmentação para atuação da multinacional no Brasil. Não oferecemos produtos e sim soluções, por isso o Nativo é o primeiro produto totalmente formulado para as condições brasileiras, especialmente as do Cerrado. O executivo destaca que da mesma forma que o Connect atende mais às demandas de combate às pragas da soja no Sul do país, o Nativo atende ao Cerrado, mais precisamente ao Mato Grosso, que pela diversidade de topografia, clima e pelas grandes extensões das propriedades, demanda por um produto que garanta uma ação preventiva mais duradoura, completa. Connect atua sobre as pragas que atacam as lavouras de soja, sobretudo os percevejos, que são realmente difíceis de controlar. Outro porduto que atende mais às lavouras do Sul do Brasil é o Sphere. O gerente de produto fungicida da Bayer, Paulo Queiroz, frisa que ao destacar que o Nativo é um fungicida com residual superior, se comparado a outros fungicidas disponíveis no mercado, significa dizer que com manejo correto, o Nativo posterga a necessidade de uma segunda aplicação na lavoura, ou seja, permanece mais tempo na planta. Para grandes extensões de terra, como no Mato Grosso, isso significa eficiência na ação e economia nos custos da lavoura. O gerente destaca que a ferrugem chega a comprometer em até 80% a produtividade da soja. O Nativo, segundo os executivos, é o resultado da combinação de dois importantes ativos químicos. Por isso, pode ser considerado um fungicida completo. Possibilita a melhor prevenção logo no início da fase reprodutiva da cultura, justamente quando a planta está mais suscetível à doença, explica Bohne. Investimentos: Os valores dos investimentos para a produção de mais um produto não foram revelados, mas a direção fez questão de ressaltar que o fungicida levou cerca de cinco para estar disponível no mercado. A afirmação com relação ao novo produto foi para esclarecer que este lançamento não foi acelerado em função dos problemas que a marca enfrenta, principalmente no Mato Grosso, com relação ao outro fungicida da Bayer, o Stratego, que está tendo sua eficiência questionada na Justiça por sojicultores. A patente de um novo produto envolve anos de pesquisa e levantamentos sobre a necessidade do produto no mercado. Os investimentos não ocorrem do dia para noite, aponta o diretor de Relações Institucionais da Bayer, Peter Algrimm. Com relação às cifras, a multinacional dá algumas dicas, entre elas de que a produção de uma molécula para a formulação dos químicos requer investimentos de cerca de 200 milhões (euros) e que anualmente a Bayer destina mais de 660 milhões para divisão de pesquisas. Preços: Bohne admite que o Nativo é um produto diferenciado do que existe atualmente no mercado. Sobre o valor de venda do fungicida, o diretor de marketing conta que este valor está sendo discutido internamente, mas que o preço será competitivo no mercado.Leia também no Agrimídia:





















