Pelos termos do comunicado da Bunge, não foi um rompimento amigável, ainda que a janela para um futuro novo acordo tenha permanecido aberta.
Naufraga a aquisição da Corn pela Bunge
Redação (12/11/2008)- Anunciada com pompa e circunstância em junho passado, a aquisição da americana Corn Products pela Bunge, também com sede nos EUA, naufragou melancolicamente nas ondas da crise financeira que reduziu os valores de mercado de muitas empresas com ações negociadas em bolsa naquele país e em diversos outros mercados, inclusive no Brasil.
A iniciativa de "segurar" a transação partiu do conselho da Corn, conforme decisão anunciada em comunicado na segunda-feira. Logo em seguida outro comunicado, desta vez emitido pela Bunge em Nova York, confirmou o fim do processo de incorporação. Pelos custos que teve até agora – e em linha com os termos do acordo assinado há pouco mais de quatro meses -, a Bunge será ressarcida em US$ 10 milhões pela Corn Products.
Pelos termos do comunicado da Bunge, não foi um rompimento amigável, ainda que a janela para um futuro novo acordo tenha permanecido aberta. "Ficamos decepcionados com a decisão da Corn Products (…) Apesar de continuarmos a acreditar nos benefícios estratégicos de longo prazo de uma fusão entre Bunge e Corn Products, e depois de considerações cuidadosas, determinamos que seguir com a transação não atende aos interesses de nossa companhia ou de nossos acionistas neste momento", afirmou Alberto Weisser, principal executivo global da Bunge.
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Em seus comunicados, as empresas não atrelaram o fim do negócio à crise financeira, mas analistas lembram que a aquisição previa troca de ações e sairia, a valores de junho, por cerca de US$ 4,8 bilhões, incluindo dívidas líquidas da Corn no montante aproximado de US$ 414 milhões. De 21 de junho para cá, contudo, as ações da Bunge caíram 64,39% e as da Corn, 41,33%, segundo cálculos do Valor Data. Ontem, Bunge caiu 1,63% e Corn subiu 3,5%.
Ambas as companhias operam no Brasil. A Bunge atua nos mercados de grãos, alimentos e fertilizantes, com dezenas de unidades, e se mantém como a principal exportadora do agronegócio nacional há anos. A Corn, conhecida pelas linhas de xaropes de glicose e maltose, conta com cinco fábricas no país.





















