Empresa fabrica silos e equipamentos para armazenagem de grãos e instalações portuárias.
Kepler Weber aumenta receita e reduz prejuízo
Redação (14/11/2008)- Impulsionada pelo forte aumento das vendas, a Kepler Weber, fabricante de silos e equipamentos para armazenagem de grãos e instalações portuárias, reduziu o prejuízo do terceiro trimestre para R$ 7,8 milhões, ante o resultado negativo de R$ 33,9 milhões no mesmo intervalo do ano passado. A receita líquida consolidada no período avançou 254%, para R$ 79,9 milhões, e em setembro a empresa voltou a operar à plena capacidade de processamento de aço na fábrica de Panambi (RS), de 50 mil toneladas por ano, informou ontem o diretor-presidente Anastácio Fernandes Filho.
A recuperação é resultado da reestruturação concluída no fim de 2007, que incluiu uma capitalização de R$ 330 milhões com a injeção de recursos dos controladores, os fundos de pensão Previ e Serpros e o BB Banco de Investimentos, além da redução e alongamento da dívida. A unidade de Campo Grande (MS), que foi praticamente paralisada há um ano, também está retomando as atividades e hoje opera a 10% da capacidade, que é semelhante à de Panambi. No total, o volume de aço processado pela empresa somou 12,3 mil toneladas no trimestre, ante 2,7 mil em igual período de 2007.
A Kepler tem pedidos em carteira para os próximos cinco a seis meses. Segundo o executivo, a empresa dispõe de R$ 89,5 milhões em caixa e não necessita recorrer a bancos para financiar a produção. Ele não faz projeções para 2009, mas entende que a turbulência financeira mundial requer "atenção", principalmente em relação à capacidade de endividamentos dos clientes. Outro fator importante será o desempenho da próxima safra agrícola, explicou.
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Em média 60% das vendas da Kepler são financiadas pelo Finame e 40% com recursos próprios dos clientes, incluindo cooperativas e produtores rurais. Os silos para armazenagem de grãos representaram quase 96% da receita da empresa no trimestre, incluindo mercado interno e exportações, mas em outubro, com a freada nas liberações tanto do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) quanto dos bancos repassadores, os negócios financiados caíram "atipicamente" para 30% do total, disse o diretor comercial Wilfried Toth.
A valorização do dólar a partir de setembro contribuiu com a rentabilidade das exportações, que cresceram 33% o trimestre, para R$ 17,3 milhões, mas a margem bruta da empresa recuou 1,4 ponto percentual, para 20%, porque apenas parte dos aumentos de custos das matérias-primas, basicamente aço galvanizado, pôde ser repassada no período, disse Fernandes Filho. A Kepler também teve um aumento de 22,5% nas despesas financeiras líquidas, para R$ 13,8 milhões, influenciadas pelas perdas contábeis em operações com derivativos realizadas como proteção cambial das exportações.





















