Propostas que visam diminuir o impacto ambiental e os custos de produção e ampliar a sustentabilidade agrícola ocuparam as primeiras colocações.
Monsanto revela vencedores do Prêmio Agroambiental
Redação (26/03/2009)- Os primeiros colocados do Prêmio Agroambiental Monsanto foram divulgados ontem, em evento na Fecomércio, na capital paulista. Estudantes e pesquisadores de diversas regiões do Brasil foram contemplados. “Destacou-se quem levou em conta propostas voltadas à sustentabilidade e que também agregassem diversos aspectos das áreas de interesse do prêmio”, afirma Rodrigo Almeida, diretor de Assuntos Corporativos da Monsanto.
Regiane Cristina Oliveira de Freitas Bueno, Doutora em Entomologia pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo, em Piracicaba/SP, venceu na categoria ‘pesquisador’ com o projeto “Bases biológicas para utilização de Trichogramma pretiosum para controle de lagartas em soja”.
A comissão julgadora que avaliou a categoria foi formada por Antonio Vargas de Oliveira Figueira, agrônomo da Esalq/USP; Eduardo Romano de Campos Pinto, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen) e conselheiro técnico do Conselho de Informações em Biotecnologia (CIB); Ernesto Paterniani, agrônomo da Esalq/USP; Luiz Gonzaga Esteves Vieira, agrônomo e pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar); e Marcelo Gravina de Moraes, agrônomo e professor adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
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De acordo com a avaliação destes profissionais, o projeto de Regiane “possibilita o desenho de novas técnicas para compor o manejo integrado, utilizando inimigos naturais de insetos-praga em soja, e destaca a seleção de linhagens do parasitóide com grande potencial para uso em programas de controle biológico”.
Na categoria ‘estudante’, modalidade técnica, o primeiro lugar foi concedido à Marcus Vinícius Lopes, da Faculdade Integradas de Ourinhos, curso de Ciências Biológicas, em Ourinhos/SP, com o projeto “Manejo Integrado de pragas de solo na cultura da cana-de-açúcar”.
Segundo a comissão avaliadora acima citada, “o projeto trata de pragas de difícil controle em uma cultura de alta relevância e consegue demonstrar que é possível reduzir custos de produção e minimizar o impacto ambiental, ampliando a sustentabilidade agrícola, por meio do emprego de um conjunto de práticas de controle de pragas”.
Categoria Estudante – Modalidade Comunicação
Drielle Fazzani Fróes, da Faculdade de Direito de Bauru – Instituição Toledo de Ensino, curso de Direito, Bauru/SP, venceu a categoria ‘estudante – modalidade comunicação’ com o trabalho “Semeando o Direito: Uma Nova Visão de Justiça no Campo”.
A comissão julgadora que avaliou a categoria foi formada pelos jornalistas Alessandro Greco, do Blog da Terra; Giovani Ferreira, do Núcleo de Agronegócio da Rede Paranaense de Comunicação (RPC); e Sérgio de Oliveira, editor da revista Produtor Rural e colaborador da revista Globo Rural; Bernardo Van Raij, pesquisador voluntário do Centro de Solos e Recursos Agroambientais do Instituto Agronômico de Campinas (IAC); e Roberta Jardim de Morais, advogada da Milaré Advogados e Consultoria em Meio Ambiente.
Segundo esta banca, a proposta de Drielle destaca-se por permear as quatro áreas de abrangência do concurso, e por seu pragmatismo, que contribui para o aprimoramento da segurança jurídica no setor agrícola e dos procedimentos de gestão agroambiental.
Sobre o concurso:
O Prêmio Agroambiental Monsanto foi lançado em 2008, com o objetivo de reunir e estimular o desenvolvimento de propostas sustentáveis para a agricultura, inéditas no Brasil e ainda não utilizadas comercialmente.
Para incentivar a produção acadêmica e o desenvolvimento de novas idéias, o prêmio contemplou duas categorias – pesquisador e estudante – e levou em conta soluções agrícolas inovadoras, de olho nas gerações futuras e na demanda mundial por alimentos e pelo uso eficiente dos recursos naturais.
As soluções inscritas no prêmio deveriam estar inseridas na área agroambiental, abrangendo temas como Agronomia e Ecologia, Biologia e Gestão Ambiental, Direito e Inovação. Alunos e pesquisadores de cursos técnicos, graduação e pós-graduação das áreas de Ecologia, Biologia, Gestão Ambiental, Direito e Comunicação podiam concorrer com dissertações, teses ou projetos pesquisas, reportagens, artigos e ensaios sobre os avanços da agricultura e da biotecnologia.
O principal desafio era apresentar práticas inovadoras e levar as informações de maneira clara para a sociedade, criando uma massa crítica capaz de suscitar reflexão sobre o assunto.
Os primeiros colocados foram contemplados com viagens nacionais ou internacionais, de acordo com a categoria, e um notebook.





















