Festival buscou estimular suinocultura sergipana. Objetivo foi reduzir preconceito em relação à carne suína.
6° Festa do Suíno Light
O final de semana foi de comemorações para os produtores rurais do município de Campo do Brito, localizado na região agreste central do Estado. O motivo foi a realização da ‘6° Festa do Suíno Light’, evento que teve como objetivos estimular a cadeia da suinocultura e valorizar o trabalho desenvolvido pelos criadores.
A programação incluiu shows com bandas locais, palestra motivacional com o professor Antônio Neto, e a apresentação do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura, que deve ser implementado no território sergipano em 2013. As propostas, segundo o consultor do Sebrae e professor do Instituto Federal de Sergipe (IFS), Hunaldo de Oliveira, incluem o aumento do consumo da carne suína e a adoção de novas tecnologias e formas de comercialização do produto.
” Sergipe possui hoje aproximadamente 90 mil animais, o que corresponde a apenas 1,1% do rebanho nacional. Entretanto, a qualidade da carne é reconhecida em todo o país, pois temos um rígido controle sanitário. Queremos organizar e fortalecer a cadeia produtiva para que possamos ganhar ainda mais espaço no mercado”.
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O principal entrave para o crescimento do setor, de acordo com o presidente da Cooperativa dos Suinocultores de Sergipe (Coopergipe), que reúne 28 criadores de 14 municípios, José Evairton Andrade, ainda é o preconceito em relação aos animais. “A expressão ‘carne de porco’ é pejorativa, porque a palavra porco remete à sujeira, falta de higiene. Esses animais são criados em áreas pré-determinadas, sem contato com areia ou qualquer tipo de material que possa transmitir algum tipo de verme. Além disso, eles são alimentados exclusivamente com ração e tem água potável disponível durante todo o dia”.
O produto tem um teor de potássio ideal para aquelas pessoas que sofrem de hipertensão. O seu teor de colesterol é igual ou menor que o presente em outras carnes. Outra vantagem é a quantidade de ácidos graxos e saturados, que é bem menor que o apresentado em outras espécies.
Atualmente, o Brasil é o quarto maior produtor de carne suína e o segundo maior exportador, porém o consumo da carne no país ainda é pequeno. A região Nordeste consome cerca de 5,5kg/por habitante, um terço do verificado no Sudeste. Com o projeto, coordenado pelo Sebrae, Associação Brasileira de Suínos e Senar, serão promovidas palestras, capacitações e festivais gastronômicos para elevar em 2kg a quantidade de carne ingerida pela população.





















