Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Carne de frango tem ou não hormônio? – por Graziela Silva

Há décadas as empresas privadas e universidades estudam o melhoramento genético, nutricional, sanitário, o manejo, bem como instalações e ambiência e com isso ao longo dos anos obtem-se um aumento no desenvolvimento corporal dos frangos.

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Carne de frango tem ou não hormônio? – por Graziela Silva

É comum ouvir que a carne de frango tem hormônios, utilizados nas granjas para seu crescimento. Essa informação, no entanto, é um mito. Alimentar essas aves com rações enriquecidas com hormônios sintéticos ou mesmo injetá-las nas aves é proibido pela Instrução Normativa do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento) nº 17, de 18 de junho de 2004, que em seu Art. 1º “proíbe a administração, por qualquer meio, na alimentação e produção de aves, de substâncias com efeitos tireostáticos, androgênicos, estrogênicos ou gestagênicos, bem como de substâncias agonistas, com a finalidade de estimular o crescimento e a eficiência alimentar”.

Mas então fica a dúvida: por que o frango de hoje cresce mais rápido do que o de 50 anos atrás?
Há décadas as empresas privadas e universidades estudam o melhoramento genético, nutricional, sanitário, o manejo, bem como instalações e ambiência e com isso ao longo dos anos obtem-se um aumento no desenvolvimento corporal dos frangos.

Um exemplo na área de nutrição é a dieta consumida pelas aves, que é balanceada nos mínimos detalhes em níveis de aminoácidos, macro e micro minerais e vitaminas, e que também tem de satisfazer as necessidades energéticas. Atualmente, observa-se que nós humanos buscamos uma nutrição balanceada e equilibrada. É justamente isso que os nutricionistas dos animais buscam: uma dieta balanceada que visa o melhor ganho de peso, não esquecendo do custo-benefício para isso. Dessa forma torna-se possível o aumento da produção animal para auxiliar a sustentar a população crescente mundialmente.

Um estudo de 2014, realizado pela Poultry Science Association, uma instituição governamental norte-americana, mostrou que a escolha dos animais com as características mais atrativas do ponto de vista alimentar, como tamanho do peitoral avantajado e menor quantidade de gordura, para reprodução, aumentou em 400% o tamanho do animal de 1957 a 2005 (de 905g por animal em média em 1957 para 4,2 quilos por animal em média em 2005). Sendo assim, o frango produzido atualmente não consome hormônios, foi uma evolução principalmente genética.

Diante disso, conclui-se que o uso de hormônios na produção avícola no Brasil é considerado um mito.

*Graziela Silva é nutricionista e Gerente de Produtos Monogástricos da Kemin do Brasil

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