Alta na soja é sustentada por câmbio e Chicago, mas acumulado ainda mostra queda

O mercado brasileiro de soja registrou valorização em boa parte das praças de negociação nesta quarta-feira (27/11). A alta foi influenciada pelo desempenho da commodity na Bolsa de Chicago e pela valorização do dólar frente ao real, que aumentou a competitividade da soja brasileira. Apesar disso, os reflexos das recentes desvalorizações do grão ainda são perceptíveis no acumulado dos últimos 30 dias.
Em Dourados (MS), levantamento da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM) apontou estabilidade na cotação, com a saca de 60 quilos negociada a R$ 135,50. No entanto, o preço acumulou baixa de 2,87% no último mês. Em Lucas do Rio Verde (MT), o cenário foi semelhante: a saca foi vendida por R$ 109, alta de 1,09% em relação ao dia anterior, mas com queda de 1,94% no período de 30 dias.
Nos portos, os preços também oscilaram. Em Paranaguá (PR), a saca de soja foi cotada a R$ 141, alta de 0,35% na comparação diária, mas recuo de 2,75% em um mês. Situação semelhante foi observada em Rio Grande (RS), onde o grão alcançou R$ 141, subindo 0,71% no dia. Já em Santos (SP), a saca de soja foi comercializada a R$ 139, avanço diário de 0,36%, mas com retração de 3,12% em 30 dias.
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No mercado internacional, os contratos futuros para janeiro subiram 0,53%, fechando a US$ 9,8875 o bushel. A alta reflete expectativas de aumento na demanda pelo grão dos Estados Unidos.
Paralelamente, o dólar comercial no Brasil alcançou um novo recorde nominal, cotado a R$ 5,91 (+1,8%). Analistas atribuem a alta às incertezas fiscais no cenário doméstico. Curiosamente, o movimento local foi contrário ao exterior, onde o Dollar Index registrou queda de 0,89%, indicando desvalorização do dólar frente a outras moedas globais.
A volatilidade do câmbio e o comportamento do mercado internacional continuam sendo fatores determinantes para as cotações da soja no Brasil.





















