Entenda o que significa a alta da soja e milho e a queda do trigo no mercado. Fique por dentro das últimas notícias
Grãos: soja e milho em alta mas trigo sofre queda

A bolsa de Chicago abriu esta quarta-feira com preços em alta para a soja e o milho, revertendo parte das quedas recentes, enquanto o trigo operava em baixa.
Os contratos futuros da soja com vencimento em agosto registram alta de 0,67%, cotados a US$ 10,1700 por bushel. Esse movimento é impulsionado por compras de fundos de investimento e pelos anúncios do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre entendimentos iniciais com Japão e Filipinas. Esses acordos podem levar a um possível aumento das compras de produtos agrícolas norte-americanos por esses países. No entanto, o mercado segue atento à China, que ainda não confirmou compras antecipadas da safra 2025/26.
Milho com Leve Alta Após Acordos Comerciais
O milho também apresenta alta nos contratos para setembro, de 0,25%, a US$ 4,0025 por bushel. A valorização reflete a repercussão dos anúncios da Casa Branca sobre os entendimentos com delegações do Japão e do Vietnã. O Japão é um dos principais destinos do milho norte-americano, o que ajuda a sustentar os preços. Ainda assim, incertezas quanto a tarifas comerciais – incluindo taxas de 15% sobre produtos japoneses e a possibilidade de manutenção de tarifas de 25% sobre automóveis – limitam o impacto positivo no mercado, aponta a consultoria Granar.
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Além disso, o bom desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos e a entrada da safrinha brasileira no mercado também atuam como fatores moderadores.
Trigo em Queda com Chuvas e Aumento da Oferta Global
Já o trigo apresenta queda de 0,59% nos contratos de setembro, cotado a US$ 5,4625 por bushel. O recuo é atribuído às chuvas recentes no norte das Grandes Planícies dos EUA, que podem beneficiar a safra de trigo de primavera, além do avanço da colheita de inverno no sul da mesma região.
A pressão sobre os preços também vem do aumento da oferta global, com o início das exportações de trigo colhido no hemisfério norte, especialmente da Rússia e da Ucrânia, que buscam normalizar seus embarques após atrasos iniciais.
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