Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Cooperativas do Paraná buscam liquidez na exportação de milho

Mercado externo é alternativa para escoar grão em um ano de “supersafrinha”.

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Da Redação 08/07/2003 – O porto virou a saída para a falta de liquidez no mercado interno de milho. Até 4 de julho, foram embarcadas por Paranaguá (PR) 1,01 milhão de toneladas do grão, de acordo com dados do porto compilados pela Céleres/M.Prado. A maior parte desse volume foi exportada por cooperativas do Paraná.

O volume é semelhante ao exportado em igual período do ano passado, mas chama a atenção porque, nos últimos meses, o dólar desvalorizado deixou as exportações menos competitivas. Ainda assim, as vendas prosseguem.

Hoje, o mercado interno de milho paga quase o mesmo que a exportação. A questão, segundo analistas, é que a demanda interna está desaquecida pois as indústrias consumidoras estão à espera de uma safrinha recorde, que, no Paraná, deve alcançar 4,5 milhões de toneladas, segundo o Deral (Departamento de Economia Rural do Estado). Dessa forma, é preferível vender no transferido do porto ou fazer a exportação direta – uma vez que a liquidez é garantida – a ficar esperando as indústrias comprarem volumes significativos.

“O mercado interno não tem procura; então é melhor exportar”, afirma Marcos Antônio da Silva, gerente operacional de Cooperativa Bom Jesus da Lapa, do município de Lapa, na região de Curitiba.

Segundo ele, 70% do milho da cooperativa será negociado na exportação este ano e o restante no mercado interno. Em anos anteriores, o quadro foi inverso. A Lapa é um bom exemplo de que o importante é encontrar liquidez. Na sexta-feira, Silva vendeu milho no transferido do porto por R$ 16,30/saca, o que significa R$ 13,50 no interior. O valor é o mesmo que o do disponível. Ontem, no oeste do Paraná, o disponível continuava trabalhando na paridade de exportação, conforme a Safras&Mercado.

A Cooperativa Agrícola Mista São Cristóvão (Camisc), de Mariópolis, no sudoeste do Paraná, é outra que busca liquidez na exportação. Segundo Celso Santos, da Camisc, a cooperativa vendeu 3 mil toneladas no transferido de Paranaguá em junho, e planeja exportar mais. “A safrinha é muito grande e as indústrias do Sul também estão recebendo milho do Paraguai”, explica Santos.

Além da demanda fraca, as cooperativas têm outro bom motivo para escoar o milho via exportação, observa Paulo Molinari, da Safras & Mercado. Conforme o analista, a comercialização de soja está atrasada e, por isso, o produto ocupa espaço nos armazéns. Ainda faltam cerca de 50% para serem comercializadas no Estado. O normal nesta época do ano seria 30%.

“O mercado interno não está absorvendo o volume adicional de oferta”, acrescenta Roberto Petrauskas, superintendente comercial da Cooperativa Agropecuária Mourãoense (Coamo), de Campo Mourão. Por esse motivo, a Coamo foi agressiva nas exportações no primeiro semestre.

Petrauskas não informa o volume exportado, mas admite que foi “uma boa parte do total”. E a Coamo não deve parar por aí. Estuda exportar, novamente, “volumes grandes” neste semestre se a taxa de câmbio for favorável. A cooperativa já está em conversações com clientes da Espanha, Japão e China, que exporta milho. No primeiro semestre, as vendas brasileiras foram principalmente para a Coréia do Sul, Espanha, Irã e Japão.

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