Criadores defendem importação do cereal para regular estoque e conter alta dos custos.
Preço do milho preocupa suinocultor
Redação SI 22/03/2005 – Importar só o necessário para regular o mercado. Essa é a posição do presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Wolmir de Souza, sobre as declarações do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, de que poderia importar até milho transgênico para cobrir a quebra da safra nacional.
Em SC, o cereal já aumentou de R$ 15 para R$ 18 nos últimos dois meses. Souza diz que a recuperação no preço do milho era até necessária porque os produtores estavam sofrendo com o alto custo da lavoura, a estiagem e o baixo preço. Os suinocultores podem suportar o preço de até R$ 23 a saca, desde que o suíno não caia de preço, acrescenta. A partir desse valor, a situação fica inviável, destaca o representante dos criadores.
Ele sugere ao ministério a importação do milho para garantir o estoque evitando a disparada do preço do cereal. Outra proposta, que será apresentada na reunião da Câmara Setorial de Carnes e Milho, dia 5 de abril, será retirar o ICMS do produto de um estado para outro, imposto que encarece os custos de produção.
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O engenheiro agrônomo do Instituto de Pesquisa e Economia Agrícola de Santa Catarina (Icepa), Simão Brugnago Neto, estima que o Estado terá que importar cerca de 2 milhões de toneladas do cereal. Brugnago Neto afirma que o preço vai determinar se o produto virá do Cento-Oeste ou de outros países. Ele explica que, com a atual cotação do dólar, o milho chega ao porto ao preço de R$ 21 a saca. Por isso não acredita em disparada de preços.




















