Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 71,06 / kg
Soja - Indicador PR R$ 151,68 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,78 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,40 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 148,07 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,52 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,54 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.456,52 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.359,38 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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Paraná é um dos Estados que mais perdem com crise na agropecuária

Prejuízo acumulado chega a valor de uma safra inteira de soja e milho.

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Redação (11/05/06) – O Paraná é um dos estados mais prejudicados pela crise agrícola, devido à sua dependência das culturas da soja e milho, e o impacto destas commodities na economia estadual. Os números demonstram isso. Os prejuízos acumulados na agropecuária paranaense desde 2003 chegam a R$ 9,7 bilhões, quase um terço do Valor Bruto da Produção daquele ano, que foi de R$ 32,7 bilhões. O montante representa também 32% das perdas nacionais, de R$ 30 bilhões, e equivale à perda de uma safra inteira de soja e de milho.

A queda do faturamento bruto não permite ao produtor obter lucro. Mesmo assim, com obstáculos de todos os tipos, e situação crítica por três safras consecutivas, o agronegócio continua gerando superávits líquidos na balança comercial. Ainda que endividada, a agropecuária paga a conta da política de estabilização da economia.

A economista Gilda Bozza, do Departamento Técnico-Econômico da FAEP, observa que desde o início do plantio da safra havia expectativa de a crise se estender para o ano de 2006 e avançar em 2007. Isso vem se confirmando, diz ela, com conseqüências graves, por que há o efeito cumulativo das causas: política cambial e monetária; seca nas principais regiões produtoras das culturas de verão; ferrugem asiática; queda de produtividade; custos elevados; preços internacionais em queda; safra mundial; estoques elevados; perdas em função da febre aftosa e a ameaça da “gripe aviária”.

“Outro agravante da situação dos agricultores paranaenses é o problema crônico da infra-estrutura, que tem efeito sobre todo o sistema econômico, desarticulando o processo produtivo a partir da porteira até o porto de embarque”, acrescenta Gilda Bozza.

O Valor Bruto da Produção (VBP) fechou o ano de 2004 em R$ 29,2 bilhões e a estimativa para 2005 sinaliza um faturamento de R$ 24 bilhões. Ou seja, de um ano para outro, embasados em números oficiais, a agropecuária paranaense registrou perdas de R$ 5,2 bilhões. Em linha com as projeções da Confederação Nacional da Agricultura e da Pecuária CNA , em 2006 o Valor Bruto da Produção paranaense deverá cair mais, chegando a R$ 23 bilhões. Atualizando as perdas desde o início da crise, há três anos, chega-se a prejuízo acumulado de R$ 9,7 bilhões. Ou, o valor de uma safra inteira de soja e milho.

 

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