Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 71,06 / kg
Soja - Indicador PR R$ 151,68 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,78 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,40 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 148,07 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,52 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,54 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.456,52 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.359,38 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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Monsanto faz críticas à CTNBio

Alfonso Alba Ordóez declara-se desapontado com a avaliação de organismos geneticamente modificados no país.

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Redação (14/11/06) – Há três meses no comando da subsidiária brasileira da americana Monsanto, o espanhol Alfonso Alba Ordóez declara-se desapontado com o funcionamento da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), responsável pela avaliação de organismos geneticamente modificados (OGM) no país. “Faz um ano que a CTNBio funciona e nada foi aprovado. Algo deve estar acontecendo que não está conforme”.

Em entrevista ao Valor, o executivo diz que a Lei de Biossegurança “é boa”, mas recomenda mudança no processo interno do colegiado. “É um mecanismo complexo, um processo que não é simples com a [necessidade da] votação de dois terços. É um processo muito demorado e algo deve mudar”. Pela lei, publicada em março de 2005, são necessários os votos de dois terços dos membros da CTNBio para garantir a liberação comercial de novos transgênicos.

Alba, que comandou a filial argentina da companhia por três anos, condiciona novos investimentos da Monsanto no país à aprovação de novos transgênicos. “As possibilidades de aquisição estão abertas, mas a CTNBio não flui. Novos investimentos estão ligados à novas aprovações”, disse. “Temos opções para crescer no Brasil. Mas, por enquanto, há muitas dúvidas”. Segundo ele, a empresa planeja novos negócios à medida que avancem as aprovações pela CTNBio. A Monsanto aguarda o sinal verde da comissão para a liberação comercial de dois tipos de milho e de um algodão transgênico. Também estão na fila um milho da Syngenta e tipos de algodão e arroz da Bayer CropScience, além de uma vacina da Schering-Plough.

Para Alba, tem sido “saudável” para a Monsanto a maior concorrência com outras empresas de biotecnologia. “A Monsanto estava só apanhando, apanhando e as outras só pesquisando”, diz. “A CTNBio demorou e, agora, a concorrência está chegando”. Ele admite que a exclusividade da Monsanto na soja transgênica “gerava medo” na sociedade “por estar na mão de uma empresa”. “Agora, tira um pouco do foco”, conclui.

Envolvido com as negociações para o pagamento de royalties na Argentina, o executivo informa que a empresa avalia suspender a cobrança dos valores dos produtores na hora de vender a safra às tradings. Segundo ele, à medida em que houver um aumento nas vendas de sementes certificadas, será possível rever a política. “Quando o produtor decidir usar a tecnologia certificada, podemos discutir a retirada da cobrança de royalties na outra ponta”. A recente redução dos royalties anunciada pela empresa no Brasil gerou perdas “significativas” para a companhia. Mas será compensada no futuro. “Foi algo significativo no balanço. Mas dará um incentivo para o futuro ao expandir tecnologia e estimular vendas futuras”, afirma. (MZ)

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