Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Soja já pode ser esmagada no Sul do Estado

A região Sul do Maranhão, principal pólo produtor de soja do estado, ganha sua primeira esmagadora.

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Redação (18/12/06) –  A ABC Inco, empresa do setor de agronegócio do Grupo Algar, inaugurou sábado uma fábrica de esmagamento da oleaginosa na cidade de Porto Franco, a 720 quilômetros da capital. O empreendimento, o único do gênero no estado, está orçado em R$ 220 milhões, entre recursos fixo e capital de giro.

A operação da fábrica vai ser iniciada em março do próximo ano, quando começa a safra de soja no Sul do Maranhão. A previsão é esmagar, nesta primeira fase, 500 mil toneladas da commodity por ano. A fábrica vai produzir óleo e farelo, destinados ao mercado interno e à exportação. A produção vai ser escoada pelas ferrovias Norte-Sul e Carajás, até o porto do Itaqui, em São Luís.

Para a segunda fase, está prevista a ampliação de esmagamento para 600 mil toneladas, em 2009, data que pode ser antecipada, dependendo do desempenho, segundo o presidente da ABC Inco, Luiz Gonzaga Maciel. O investimento previsto na segunda etapa está estimado em mais R$ 30 milhões.

A esmagadora de Porto Franco vai gerar cerca de 1,5 mil empregos, entre diretos e indiretos. Os investimentos, dos quais metade financiados pelo Banco do Nordeste, incluem além da fábrica, a instalação de cinco armazéns espalhados pelo Sul do Maranhão.

Para Maciel, a instalação da esmagadora em Porto Franco vai abrir as portas para o crescimento do agronegócio na região. O executivo aposta na motivação de outras empresas dos setores de suinocultura, avicultura, fábricas de ração e de biocombustível em investirem na região. “Temos tido contato com empresas de outros estados que manifestaram interesse na região”, conta.

O próprio grupo Algar planeja ampliar os investimentos na região, conforme adianta Maciel. O grupo vai estudar a possibilidade de investimentos em áreas como as de biocombustível e refinaria de óleo.

Ao explicar as razões que levaram o grupo a investir no Maranhão, Maciel relaciona um conjunto de fatores, entre os quais, o fato do estado fazer parte de um pólo produtor de grãos, juntamente com o Piauí, o Tocantins e o Pará, formando o Corredor de Exportação Norte. Juntos, os quatro estados produzem 2,68 milhões de toneladas de soja – 4,8% da colheita nacional -, segundo a última estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Outro fator relevante é a logística de escoamento da produção, que conta com duas ferrovias (Norte-Sul e Estrada de Ferro Carajás) e a estrutura portuária com o Itaqui, um porto de águas profundas, localizado próximo aos mercados europeu e norte-americano. O histórico da região também foi levando em conta. Apesar da soja ser cultivada há quase 20 anos no Sul do estado, a região não tinha nenhuma esmagadora da oleaginosa até então.

O Grupo Algar pretende ainda investir, em conjunto com outras empresas, em estrutura de armazenamento de grãos no Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), a ser implantado no Porto do Itaqui. O projeto aguarda a liberação da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) para concessão da área. Os investimentos previstos são da ordem de R$ 70 milhões.

Os investimentos no Maranhão fazem parte do plano de expansão do Grupo Algar, que tem atuação em telecomunicações, agronegócio, turismo e serviços e infra-estrutura. Ano passado o grupo alcançou uma receita líquida de R$ 1,7 bilhão. Com sede em Minas Gerais, o Algar também está presente em São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Paraná e Rio de Janeiro.

 

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