Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,65 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 161,00 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,24 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 131,23 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 140,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,28 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,40 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.437,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 125,60 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 142,66 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 157,15 / cx
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Soja já pode ser esmagada no Sul do Estado

A região Sul do Maranhão, principal pólo produtor de soja do estado, ganha sua primeira esmagadora.

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Redação (18/12/06) –  A ABC Inco, empresa do setor de agronegócio do Grupo Algar, inaugurou sábado uma fábrica de esmagamento da oleaginosa na cidade de Porto Franco, a 720 quilômetros da capital. O empreendimento, o único do gênero no estado, está orçado em R$ 220 milhões, entre recursos fixo e capital de giro.

A operação da fábrica vai ser iniciada em março do próximo ano, quando começa a safra de soja no Sul do Maranhão. A previsão é esmagar, nesta primeira fase, 500 mil toneladas da commodity por ano. A fábrica vai produzir óleo e farelo, destinados ao mercado interno e à exportação. A produção vai ser escoada pelas ferrovias Norte-Sul e Carajás, até o porto do Itaqui, em São Luís.

Para a segunda fase, está prevista a ampliação de esmagamento para 600 mil toneladas, em 2009, data que pode ser antecipada, dependendo do desempenho, segundo o presidente da ABC Inco, Luiz Gonzaga Maciel. O investimento previsto na segunda etapa está estimado em mais R$ 30 milhões.

A esmagadora de Porto Franco vai gerar cerca de 1,5 mil empregos, entre diretos e indiretos. Os investimentos, dos quais metade financiados pelo Banco do Nordeste, incluem além da fábrica, a instalação de cinco armazéns espalhados pelo Sul do Maranhão.

Para Maciel, a instalação da esmagadora em Porto Franco vai abrir as portas para o crescimento do agronegócio na região. O executivo aposta na motivação de outras empresas dos setores de suinocultura, avicultura, fábricas de ração e de biocombustível em investirem na região. “Temos tido contato com empresas de outros estados que manifestaram interesse na região”, conta.

O próprio grupo Algar planeja ampliar os investimentos na região, conforme adianta Maciel. O grupo vai estudar a possibilidade de investimentos em áreas como as de biocombustível e refinaria de óleo.

Ao explicar as razões que levaram o grupo a investir no Maranhão, Maciel relaciona um conjunto de fatores, entre os quais, o fato do estado fazer parte de um pólo produtor de grãos, juntamente com o Piauí, o Tocantins e o Pará, formando o Corredor de Exportação Norte. Juntos, os quatro estados produzem 2,68 milhões de toneladas de soja – 4,8% da colheita nacional -, segundo a última estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Outro fator relevante é a logística de escoamento da produção, que conta com duas ferrovias (Norte-Sul e Estrada de Ferro Carajás) e a estrutura portuária com o Itaqui, um porto de águas profundas, localizado próximo aos mercados europeu e norte-americano. O histórico da região também foi levando em conta. Apesar da soja ser cultivada há quase 20 anos no Sul do estado, a região não tinha nenhuma esmagadora da oleaginosa até então.

O Grupo Algar pretende ainda investir, em conjunto com outras empresas, em estrutura de armazenamento de grãos no Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), a ser implantado no Porto do Itaqui. O projeto aguarda a liberação da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) para concessão da área. Os investimentos previstos são da ordem de R$ 70 milhões.

Os investimentos no Maranhão fazem parte do plano de expansão do Grupo Algar, que tem atuação em telecomunicações, agronegócio, turismo e serviços e infra-estrutura. Ano passado o grupo alcançou uma receita líquida de R$ 1,7 bilhão. Com sede em Minas Gerais, o Algar também está presente em São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Paraná e Rio de Janeiro.

 

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