Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,65 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 161,00 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,24 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 131,23 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 140,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,28 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,40 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.437,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 125,60 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 142,66 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 157,15 / cx
Destaque Todas Páginas

Safra de grãos

Brasil deverá ganhar terreno no mercado externo de grãos.

Compartilhar essa notícia

Redação (01/02/07) – A crescente produção de etanol nos Estados Unidos elevará a área de milho no país nesta safra – em detrimento da soja – e assim, abrirá mais espaço para o Brasil vender os dois grãos no mercado internacional. A avaliação, que poderia parecer apenas mais otimismo de um ponto de vista brasileiro, dessa vez é feita por duas vozes insuspeitas: o ex-subsecretário americano de Agricultura, Jim Butler, e Phillip Bradshaw, diretor do United Soybean Board, associação que reúne produtores nos EUA.

De acordo com Butler, a expectativa é de um crescimento de 10% na área de milho dos EUA, que foi de 31,7 milhões de hectares em 2006/07, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O ex-subsecretário, que, junto com Bradshaw, esteve em São Paulo esta semana para o lançamento do Congresso Internacional da Carne, afirma que as vendas de sementes de milho registram alta de 30% em algumas regiões americanas. “Tradicionalmente, os produtores fazem rotação de cultura [entre soja e milho], mas nesta safra a rotação deve ser menor porque parte dos produtores vai plantar milho de novo”, diz.

Com o milho tomando área de soja, os Estados Unidos devem ter menor oferta da oleaginosa para exportar, situação que favorece o Brasil no mercado externo.

Butler reconhece ainda que, apesar da expectativa de aumento da área de milho, a oferta do grão não será suficiente para suprir a procura para produção de etanol. Nem para os EUA, hoje o maior exportador mundial de milho, atenderem a demanda externa pelo grão. “Haverá mercado para o Brasil exportar mais milho e soja”, diz. Por aqui, analistas estimam que as exportações de milho podem ficar em cerca de 6 milhões de toneladas este ano.

Phillip Bradshaw, da United Soybean Board, afirma que a bioenergia “está mudando a agricultura”. Ele estima que a área de milho nos Estados Unidos deve crescer 10% a 15% na safra 2007/08 por conta dos preços elevados do grão, consequência da demanda para produzir etanol. O próprio Bradshaw, ele também um produtor de grãos e de suínos, vai ampliar a área de milho em 5% em sua propriedade no Estado de Illinois.

O diretor do United Soybean Board avalia que o atual cenário pode levar os preços do milho a US$ 5,00 por bushel na bolsa de Chicago – ontem o contrato de maio fechou em US$ 4,1150. E o menor plantio de soja – que reduzirá a oferta – poderá fazer a oleaginosa, que ontem fechou a US$ 7,2475 (contrato de maio), alcançar US$ 9,00 por bushel na bolsa americana. “O ganhador será o Brasil porque tem terras para ampliar o plantio de soja”, reconhece.

A expectativa de Bradshaw que os EUA exportem menos soja em grão este ano e mais farelo de soja, já que o país também utiliza o produto para produção de biodiesel.

Jim Butler observa que os preços mais altos do milho elevam os custos de produção na avicultura, suinocultura e também na pecuária bovina de corte. Produtos como sorgo e trigo são alternativas na ração, assim como o DDG (do inglês Distillers Dried Grains), subproduto do processamento de milho para etanol. Segundo Bradshaw, com a maior produção de etanol, o uso do DDG na ração, especialmente de suínos, está crescendo nos EUA.

Diante do atual quadro em que a produção de etanol avança nos Estados Unidos, ampliando a disputa por milho com a indústria de alimentos, o ex-subsecretário da agricultura não descarta que o país possa reduzir, no futuro, a tarifa de importação do produto, hoje em US$ 0,54 por galão.

Assuntos Relacionados
grãosinsumosmilhosementessoja
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329