Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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MT perde R$ 3 bilhões

Só na região Sul do Estado os prejuízos chegaram a R$ 733 milhões no último ano, segundo pesquisa do IBGE.

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Redação (12/02/07) – Três bilhões de reais. Esse pode ter sido o montante das perdas de Mato Grosso no ano passado por causa da proibição do uso de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). A estimativa considera culturas como soja, algodão e milho. Só na região Sul do Estado as perdas atingiram R$ 733 milhões, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No algodão, onde há restrições para a utilização de sementes transgênicas, as aplicações de inseticidas poderiam ser reduzidas em até 12 vezes, com a produção aumentando entre 20% e 30%, de acordo dom estudos do doutor em Fitopatologia, José Roberto de Menezes. O problema com as lagartas também poderia ser reduzido em até 50% e, no caso do milho, 70%.

A redução de uso dos herbicidas residuais diminui o uso de fertilizantes, possibilita a rotação de culturas, melhora o desempenho das culturas seqüenciais e viabiliza a integração agricultura pecuária, aponta o pesquisador.

O coordenador da Área de Biotecnologia e Pesquisa da Asssociação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa), Álvaro Salles, lembrou que o grande beneficiado da biotecnologia será o meio ambiente. A biotecnologia vai propiciar facilidades de manejo e estimular a cultura do algodão em nosso Estado, disse ele.

Segundo o engenheiro agrônomo e mestre em Economia Agrícola pela Universidade Federal de Uberlândia, Leonardo Sologuren, o volume de recursos que deixou de entrar no bolso dos produtores devido à não utilização plena da biotecnologia foi significativo.

Podemos avaliar que Mato Grosso, por ser o maior Estado agrícola brasileiro, foi o mais prejudicado com o atraso da aplicação da biotecnologia, afirmou Leonardo.

Para ele, o principal benefício da biotecnologia é a redução de até 15% nos custos de produção pela menor aplicação de herbicidas e, consequentemente, menor uso de máquinas agrícola e facilidades de manejo das lavouras.

A empresa de consultoria Céleres, com base no crescimento dos outros países, faz uma estimativa de quanto poderia crescer a produção de transgênicos no país.

De acordo com o estudo, os produtores rurais acumularam na última década US$ 1,5 bilhão com o plantio e comercialização da soja geneticamente modificada. No entanto, os benefícios poderiam contabilizar os US$ 4,6 bilhões, se não fosse a demora na aprovação de projetos.

INDEFINIÇÃO – A produção de alimentos transgênicos no país e a pesquisa tecnológica poderiam ter avançado muito mais se não fosse a falta de definição jurídica sobre o tema, de acordo com o relatório da consultoria de empresas do agronegócio Céleres.

No estudo, encomendado pelo Conselho de Informações Sobre Biotecnologia (CIB), a empresa compara dados dos três maiores produtores mundiais de transgênicos: pela ordem, Estados Unidos, Argentina e Brasil. A produção, segundo a empresa, segue mais ou menos igual nos três países até 1997. A partir deste ano, a produção dos outros dois países dispara na frente do Brasil.

Na avaliação da Céleres, a produção brasileira cresceu menos por falta de definição legal. “Em conseqüência do vazio jurídico, a pesquisa ficou parada no Brasil. Enquanto que em outros países a pesquisa avançou, aqui ela ficou praticamente travada por dez anos, disse o autor da pesquisa e conselheiro da CIB, Anderson Galvão.

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