O conselho é uma organização não-governamental de defesa dos transgênicos.
Técnica diz que plantar milho transgênico é ato ecológico
Redação (16/02/07) – A diretora-executiva do CIB – Conselho de Informações sobre Biotecnologia, Alda Lerayer, disse nesta quinta-feira (15) que plantar milho geneticamente modificado (transgênico) é um ato ecológico, pois requer menor uso de agrotóxicos.
Ao plantar milho transgênico há a redução de milhares de quilos de inseticidas nas plantações e isso é muito importante para o meio ambiente. Não há a necessidade de aplicação desses produtos no combate a lagartas, pois o milho já é resistente, por isso apresenta uma qualidade superior, diz Alda Larayer.
A executiva afirmou que tem expectativa de o uso do milho transgênico seja liberado na reunião da CTNBio – Comissão Nacional Técnica de Biossegurança.
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Ela lembrou que, antes de produtores, os agricultores são consumidores, portanto não iriam plantar algo que faz mal à saúde deles e da família. Todos eles querem plantar, pois o custo de produção é menor, a qualidade é superior e diminui muito o risco de intoxicação (de quem lida diretamente com a plantação)”.
Ela esclareceu que qualquer produto transgênico antes de ser liberado para a comercialização passa por inúmeros testes, que avaliam aspectos de biossegurança (segurança das atividades que envolvem organismos vivos) e só são comercializados produtos considerados seguros para a saúde animal, humana e o meio ambiente.
Esses argumentos não são aceitos pela organização ambientalista Greenpeace. Para Gabriela Vuolo, coordenadora da Campanha de Engenharia Genética da organização, o pólen do milho é muito leve, portanto, a partir da ação do vento pode haver a mistura entre variedades de milho convencionais pelo transgênico.
Na visão da diretora-executiva do CIB, existe aí uma grande falta de informação. Segundo ela, os ambientalistas “disseminam inverdades, informações aleatórias, sem nenhum embasamento cientifico”, pois já está mais que comprovado que a coexistência do milho tansgênco com o convencional é possível.
“Os produtores de milho da França comprovaram que com dez metros de distância (entre uma plantação de milho transgênico e uma convencional) é o necessário para que se mantenha e se preserve a integridade das produções. Eles (o Greenpeace) passam mensagens baseadas na falta de informações das pessoas e isso causa medo, pois todos temem o desconhecido.
Desde o dia 12, a organização não-governamental Greenpeace realiza atos de protesto em várias capitais do país contra a liberalização do plantio e consumo de diversas patentes de milho transgênico no Brasil. (Marcos Agostinho/ Radiobrás)





















