A pecuária argentina está cedendo espaço nas fazendas para o cultivo de grãos, com o estímulo da alta dos preços internacionais.
Pasto cede lugar a grãos, cujos preços estão em alta
Redação (30/07/07) – Na última década, o cultivo de soja e milho já deslocou a pecuária em dez milhões de hectares na região pampeana. A criação de gado, que historicamente ocupava 60% dessa área, hoje ocupa 50% e foi redirecionada para o norte e nordeste do País.
O deslocamento regional, entretanto, não significou perda de qualidade. Ao contrário. O cruzamento de raças assistido por modernas técnicas de genética ajudou na adaptação do gado da Pampa Úmida em regiões mais secas e de solo mais pobre (Chaco, Santiago del Estero e Formosa), mantendo a produtividade do rebanho. O estoque atual é constituído majoritariamente pelas raças Aberdeen Angus e Hereford e, em menor quantidade, Shorthorn, Limousin e Charolais, que predominam na região pampeana. Na região norte da Argentina, esse gado foi cruzado com as raças indianas (Nelore e Brahman) para se adaptar ao clima sub-tropical.
Os produtores também investiram na incorporação de pastos utilizados no cerrado brasileiro, como o gatton panic, o buffel grasse e a braquiária.
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