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Mercados para a soja

Brasil, Argentina e EUA selam acordo e vão prospectar mercados para soja.

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Redação (27/08/07) – Até pouco tempo ferozes competidores no mercado internacional, com direito à acusação de pirataria e concorrência desleal, os produtores brasileiros e americanos de soja começam a consolidar a aproximação de seus interesses comerciais. De quebra, conseguiram atrair os colegas argentinos para sua nova iniciativa: a Aliança Internacional de Produtores de Soja (ISGA, na sigla em inglês) nasceu na última quinta-feira, durante a Bienal da Agricultura, em Cuiabá. 

Donos de 80% da produção mundial do grão, os produtores dos três países recusam o título de "Opep da soja", mas admitem que a atuação conjunta será usada no futuro como contrapeso ao poderio de tradings e de multinacionais de insumos. "Não queremos assustar ninguém. Ao contrário, queremos aproximação. Mas, às vezes, os interesses são naturalmente conflitantes mesmo", diz o diretor da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja), Ricardo Arioli. 

Em parceria com a American Soybean Association (ASA) e Associação da Cadeia de Soja Argentina (ACSoja), os brasileiros definiram o primeiro foco de atuação da ISGA. O objetivo é reforçar a imagem de derivados de soja, sobretudo farelo, na Índia, um dos principais motores para o crescimento do consumo de soja. Os estudos dos americanos, que atuam no mercado indiano em ações agressivas de marketing, mostram que o país aumentou em três vezes e meia o consumo de soja. Mas os indianos são auto-suficientes em soja e ainda exportam parte do produto. "Por isso, fazemos um marketing para mostrar aos indianos os benefícios do uso da soja na alimentação animal", afirma o produtor Robert Metz, diretor da ASA. 

Os EUA mantêm um sistema de treinamento de pesquisadores e de convencimento com produtores de suínos e frango indianos para demonstrar as vantagens da soja. "Vamos nos associar ao profissionalismo dos americanos", diz Ricardo Arioli. 

O foco no mercado da Índia se explica pelo grande consumo de carne de aves. Os indianos também são grandes produtores de leite, o que, segundo Metz, eleva o potencial para a venda de rações animais balanceadas de soja. Arioli lembra que o consumo per capita do grão na Índia é bem inferior à média mundial: são 1,7 kg/ano; no Brasil chega hoje a 49 kg/ano. 

As diferenças entre brasileiros e americanos parecem ter ficado no passado. Metz elogia o profissionalismo dos produtores e diz esperar uma "vida longa" da parceria. "Eram outros tempos", afirma. A discórdia tinha origem no contrabando de sementes de soja transgênica da Argentina, a famosa soja Maradona. Os americanos criticavam o uso sem o pagamento de royalties, o que configurava concorrência desleal. De outra parte, os produtores brasileiros chegaram a preparar um minucioso dossiê, com dados econométricos, para questionar os subsídios do governo americanos aos seus produtores de soja na Organização Mundial do Comércio (OMC). 

A primeira reunião da ISGA decidiu também a criação de um grupo de trabalho para avançar na definição de critérios de sustentabilidade a serem adotados em escala internacional. Os produtores vão tentar harmonizar as realidades da produção e as legislações ambientais nos diferentes países. Nos EUA, por exemplo, o governo remunera os produtores por ações como a preservação de matas ciliares. Na Argentina, o governo é quem define as áreas que devem ser preservadas e as transformadas em parque nacional. 

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