Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Asiáticos querem que Mercosul só forneça commodities

Os países do sudeste da Ásia e China ainda não parecem dispostos a aceitar o cenário que se desenha para esses países na área agrícola.

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Redação (30/08/07) – Pesquisadores de China, Malásia, Indonésia, Filipinas, Tailândia e Índia confirmaram que o perfil de consumo de alimentos nesses países tem mudado nos últimos anos, graças à melhoria de renda, ao êxodo rural. Eles também corroboram a tese de esses países terão de importar cada vez mais para atender à demanda por alimentos, que cresce e se sofistica. 

Mas, discordam dos países do Mercosul quando se trata da pauta de comércio agrícola. Mesmo conscientes de que não possuem água e terras suficientes para expandir a produção a ponto de se manterem auto-suficientes em alimentos, os asiáticos preferem manter Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile apenas como fornecedores de commodities – a saber, grãos e etanol. 

No caso da China, o governo pretende investir recursos em pesquisas para aumentar a produtividade das lavouras e economizar água, afirmou Tian Weiming, diretor do Instituto de Economia Agrícola da Universidade de Agricultura da China, em Pequim. O país, observou, investiu nos últimos anos na diversificação da agricultura e incentivou pequenos produtores a plantarem frutas e hortaliças e produzirem suínos, que oferecem melhor renda que soja, milho e trigo. "A China tem menos área agriculturável e vai aumentar as importações agrícolas. Esse é um caminho inevitável. Mas a demanda no mercado externo será de matérias-primas, como grãos." 

Ashok Gulati, diretor para Ásia do International Food Policy Research Institute (IFPRI), diz que, para a Índia, que também tem problemas com oferta de água e área disponível para plantio, o Brasil, por exemplo, pode se tornar um grande fornecedor de etanol e feijão. Ele observou que a Índia importa 70% do petróleo que consome e o governo do país estuda adotar misturas de etanol na gasolina. "A produção de cana consome muita água e já é de nosso interesse reduzir o plantio", disse. Ele observou ainda que a Índia também necessitará importar trigo (da Argentina, por exemplo) e de feijão (o país importa 2 milhões de toneladas/ano). "Há espaço para o Brasil se tornar um grande parceiro, mas é necessário fechar acordos." 

Para Robert Thompson, da Universidade de Illinois (EUA), a importação de alimentos do Mercosul será inevitável. "Eles terão de importar não só grãos, mas também carnes", previu. Os pesquisadores participaram de seminário promovido pelo Alarn e Icone, em São Paulo. 

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