Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 65,64 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 152,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 158,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,81 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,80 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,98 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,90 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 130,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 139,79 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,35 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 133,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,22 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.569,82 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.482,17 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 133,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,67 / cx

Aprosoja lança Projeto Classificação de Grãos em parceria com a UFMT

Aumento da produtividade e gestão sustentável são as metas buscadas pela Entidade.

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Redação (18/12/2007)- O vice-presidente Leste da Associação de Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja/MT), o engenheiro agrônomo Ricardo Arioli Silva, afirma que a soja não tem contribuição direta e decisiva para o desmatamento da Amazônia. Arioli participou da conferência de Bali (complementar) e defende o argumento de que a abertura de novas áreas não interessa a nenhum produtor de soja. “O aumento da produção derruba os preços e diminui nossa já precária lucratividade”, observa. Produtor na região Médio-Norte de Mato Grosso, Arioli comprova seu argumento com dados: menos de 10% das áreas desmatadas na região da Amazônia Legal do estado foram plantadas com soja nos últimos cinco anos.

De acordo com ele, a Aprosoja/MT tem como posicionamento aos seus filiados a defesa pela não abertura de novas áreas, seja no cerrado, seja na floresta amazônica. “Em 2006, a área desmatada no Estado ocupada com soja foi de apenas 2,5%. Apesar de Mato Grosso ser responsável por quase 30% da produção de soja do Brasil, a área plantada aqui aumentou apenas 16%, ou 1,1 milhão de hectares, nos últimos oito anos (desde 1999). É perfeitamente possível aliar desenvolvimento econômico com sustentabilidade ambiental, desde que as leis, que são as mais rigorosas do mundo, sejam cumpridas”, explica o vice-presidente, que coordenou a Bienal dos Negócios da Agricultura, em agosto passado, cujo tema central foi sustentabilidade.

O sojicultor afirma que a categoria está “no bom caminho”, e cita como principal ação para trilhar essa perspectiva a assinatura do Pacto Ambiental, entre o governo do Estado e a Aprosoja/MT, que se desdobrou no Projeto Soja Mais Verde. Na opinião de Arioli, essa ação concretizará uma aliança definitiva entre a rentabilidade da cultura da soja e a proteção ambiental, uma vez que o acordo prevê regularização quanto à legislação ambiental até 2010 de todas as propriedades com plantio de soja.

“O governo do Estado tem demonstrando interesse, investindo na adequação da Sema. Temos o apoio estratégico de algumas ONG’s, como a TNC (The Nature Conservancy), o ICV (Instituto Centro de Vida), a Aliança da Terra e o IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia). A maioria dos produtores de soja desejam adequar-se à Legislação Ambiental. O único entrave que resta são as inconsistências legais, mas já estamos trabalhando conjuntamente para saná-las”, pontuou o vice-presidente.

Na opinião de Arioli, quando comparada à agricultura européia e de outros Estados brasileiros, a de Mato Grosso está disparada na frente em termos de preocupação ambiental. “Cito como exemplo as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e as Reservas Legais, um conceito dos estados da Amazônia que os Europeus não têm. Somos campeões em Plantio Direto, em devolução de embalagens de agrotóxicos para reciclagem e os aumentos de produtividade permitem que tenhamos safras maiores com a mesma área de plantio. Estamos no bom caminho”.

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