Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 72,10 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,28 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,36 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,17 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,66 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,51 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 173,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,21 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,04 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.223,46 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.091,17 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 224,93 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,13 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 187,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 197,23 / cx
Insumos

Agricultores de olho na ferrugem asiática

A solução mais eficaz para o problema é a destruição das novas plantas com o fungo.

Compartilhar essa notícia

Redação (13/4/2009) – Uma doença introduzida no Brasil em 2001 vem chamando a atenção de pesquisadores e produtores de soja. Trata-se da ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que causa a queda das folhas e, consequentemente, o enfraquecimento da planta, diminuindo a produção. O fungo chega até as plantações pelo ar, na forma de esporos, vindo principalmente dos estados do Mato Grosso do Sul, São Paulo, Mato Grosso e Goiás.

De acordo com o engenheiro agrônomo do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e mestre em fitopatologia (ciência que estuda a doença das plantas) Jorge Alberto Gheller, a ferrugem asiática ressurge todo ano. Ela se manifesta principalmente quando há muita umidade no ambiente.

No Paraná, na lavoura 2008/2009, o fungo surgiu apenas no final do ciclo, atenuando bastante a queda de produção. “Devido a estiagem, principalmente na região oeste do Estado, a ferrugem asiática demorou para atacar a planta, uma vez que em tempo seco o fungo fica numa espécie de estado de dormência.

Quando as chuvas retornaram, no final de janeiro e início de fevereiro, foi que a doença atacou a planta, mas como já estava na fase final da plantação, as perdas foram poucos significativas”, informa. Gheller diz também que o fato dos agricultores estarem preparados para combater a ferrugem asiática contribuiu bastante para que as perdas fossem mínimas.

“O produtor estava mais atento para essa lavoura. Na produção de 2007/2008, a doença foi mais agressiva e acarretou mais perdas. A aplicação do fungicida para a atual safra foi de apenas uma por hectare. Ano passado, foram necessárias duas aplicações do defensivo agrícola, o que gera mais custos na produção”, explica.

Para combater a ferrugem asiática, o engenheiro agrônomo informa que a maneira mais eficaz de minimizar os efeitos da doença é destruir as plantas de soja que vão nascendo no decorrer da plantação. Segundo ele, essas novas plantas vão servir apenas como reservatório do fungo. “Quanto maior o número de plantas vivas nesse período, maior será o problema com a moléstia.

O fungo só sobrevive em tecido vivo da soja. Destruindo a planta, o fungo morre. Aqui no Paraná, existe o chamado vazio sanitário, que obriga os produtores a não manter as plantas de soja no período de 15 de junho a 15 de setembro justamente para evitar que o ciclo do fungo continue”, afirma. Gheller comenta ainda que isso vai evitar que o fungo se instale na planta cedo demais. “Se a doença aparecer no início do ciclo da planta, os custos vão aumentar demais e podem inviabilizar a plantação”, garante.

Embora a doença não diminua as propriedades nutricionais da soja, o grão perde peso e tamanho quando a doença atinge com força a planta. Gheller diz que isso vai gerar uma redução da produção e, por consequência, prejuízo para o produtor. “Por isso que é muito importante estar atento. Recomendamos também para que os agricultores iniciem a semeadura pouco antes do usual, pois assim, se a enfermidade se manifestar, a planta já vai se encontrar em um estágio mais avançado, minimizando as perdas”, encerra.
Maior ocorrência não significa grandes perdas

O Paraná é o estado do Brasil com o maior número de ocorrências de ferrugem asiática. De acordo com informações do site do consórcio antiferrugem (www.consorcioantiferrugem. net), dos 2.813 casos registrados para a safra 2008/2009 no Brasil, o Paraná responde por 1.530 registros da doença, incluindo também a ferrugem em kudzu, uma planta bem similar a soja. Apesar do número altíssimo, isso não implica que o Estado obteve uma perda grande da safra, pois a doença apareceu nos estágios finais da lavoura, não gerando prejuízos com isso.

Para efeitos de comparação, na safra 2007/2008, o Paraná registrou 1.038 casos, contudo, segundo o engenheiro agrônomo do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) Jorge Alberto Gheller, a doença se manifestou mais cedo do que na atual safra, gerando um prejuízo maior.

Para a responsável pela área de sanidade de grandes culturas da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab) e engenheira agrônoma Maria Celeste Marcondes, o alto índice encontrado de ferrugem asiática deve-se porque o Paraná trabalha forte nessa área.

“O Estado busca com afinco os assuntos ligados à soja. Possuímos uma excelente assistência técnica e laboratórios para alcançar o máximo de qualidade na produção. Só aparece muitos casos porque investigamos a fundo”, revela.

Assuntos Relacionados
paranásoja
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 72,10
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 122,28
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 129,36
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,17
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,96
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,76
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,68
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,66
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,80
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 182,51
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 200,46
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 207,25
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 223,39
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 173,72
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 201,21
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,03
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,04
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.223,46
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.091,17
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 224,93
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 196,13
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 187,56
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 197,23
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341