Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 64,64 / kg
Soja - Indicador PRR$ 132,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 140,63 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,45 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,26 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 134,39 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 136,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 144,50 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 128,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 140,14 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.393,53 / t
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Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 135,52 / cx
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Alternativa para o Nordeste

Projeto de transferência de tecnologia da Embrapa incentivará o sorgo na região.

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Proporcionar aos agricultores da região semi-árida do Nordeste brasileiro uma alternativa viável de produção de alimentos e forragem e de geração de renda é um dos objetivos que o projeto de transferência de tecnologia que a Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) implementará em breve. Para isso, é preciso disseminar a cultura do sorgo, usando como instrumentos a capacitação de profissionais da assistência técnica e de produtores no manejo da cultura, a validação de cultivares adaptadas às condições da região e a disponibilização de informações.

O projeto, coordenado pelo agrônomo Marco Aurélio Noce, foi aprovado internamente na Embrapa e envolve diversos parceiros, entre eles instituições estaduais de pesquisa e outras unidades da empresa. Devido às suas características agronômicas, o sorgo foi a cultura agrícola escolhida. Em comparação com o milho, bastante comum em grande parte do meio rural nordestino, o sorgo é mais tolerante a altas temperaturas (típicas na região), mais eficiente na absorção de água e de nutrientes do solo, além de suportar melhor situações de déficit hídrico.

De acordo com o coordenador do projeto, a irregularidade hídrica torna a agricultura na região uma atividade de alto risco e gera sucessivas frustrações de safra. “A situação requer culturas que possam suportar melhor as deficiências do ambiente, como o sorgo, além de ações eficientes de transferência de tecnologia e de assistência técnica”, aponta. Em termos de qualidade nutricional dos grãos e da forragem, o sorgo e o milho são praticamente idênticos; uma vantagem para o sorgo é seu custo de produção, que geralmente é menor.

Na região a ser trabalhada no projeto, a cultura do sorgo ainda é incipiente. De acordo com levantamento divulgado em julho pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), na safra 2008/2009 a produtividade média no Nordeste foi de pouco mais de 1.500 kg/ha, a mais baixa entre todas as regiões do país. E o índice está bem abaixo da média brasileira, que é de quase 2.300 kg/ha. Mas não há apenas más notícias: da safra 2007/2008 para a última, a área plantada com sorgo cresceu mais de 36% no Nordeste; mesmo com uma queda na produtividade em torno de 2%, a produção final foi 33% maior.

No projeto, que deve começar nos próximos meses, serão trabalhados municípios de quatro estados: Bahia (Cansanção); Rio Grande do Norte (Apodi, Canguaretama e Pedro Avelino); Ceará (Santana do Cariri, Araripe e Porteiras); e Sergipe (Nossa Senhora das Dores, Frei Paulo e Carira). Marco Aurélio diz que “todas as ações serão desenvolvidas em parceria com as empresas locais de pesquisa e assistência técnica, cujos profissionais receberão treinamento sobre a cultura do sorgo de forma a disseminar este conhecimento em suas regiões de atuação”.

* Com informações da Assessoria de Imprensa da Embrapa

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