Supersafra de grãos traz o desafio do apoio à comercialização, diz ministro. “Atuação federal precisa ser maior”.
Recorde dos grãos

A safra recorde de grãos anunciada nesta quarta-feira (07/04) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de 146,31 milhões de toneladas, traz um grande desafio ao governo: o apoio à comercialização. Na primeira entrevista depois da posse como ministro da Agricultura, Wagner Rossi afirmou que prefere enfrentar o desafio do que chamou de “supersafra” ao de uma escassez, mas acrescentou que a atuação federal precisa ser maior.
“Entre o desafio de enfrentar a escassez e o de enfrentar uma grande safra, eu prefiro a fartura, mas vamos ter dificuldades de armazenar e transportar”, afirmou durante o anúncio do sétimo levantamento da safra de grãos elaborado pela Conab.
Antes do comentário do ministro, o secretário de Política Agrícola do ministério, Edilson Guimarães, disse que não sabia se ficava feliz ou não com a estimativa de safra recorde. “Com uma safra dessas o governo terá que ter uma atuação muito forte”, disse.
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O motivo da preocupação é que a maior produção não leva, necessariamente, ao aumento da renda dos agricultores. Além disso, os ministérios da Agricultura e da Fazenda travam uma queda de braço para definir a portaria interministerial autorizando os mecanismos de apoio à comercialização de grãos.
Mas as duas pastas não chegam a um acordo quanto à melhor forma de fazê-la. Enquanto o primeiro ministério cobra maior agilidade, o segundo exige um maior detalhamento em relação a cada medida de apoio. As negociações começaram no final de janeiro e, mais de dois meses depois, com metade da safra já colhida, os técnicos dos dois ministérios ainda não chegaram a um consenso. Guimarães disse esperar que a decisão final saia até a próxima semana, mas ainda aguarda a resposta do Ministério da Fazenda.
Ao final da coletiva, o ministro elogiou os três principais diretores da Conab, Rogério Colombini, de Operações e Abastecimento; Silvio Porto, de Política Agrícola e Informações do Agronegócio; e Alexandre Magno, de Administração. “Feliz a Conab que tem esses excelentes técnicos em seu quadro. Qualquer um deles seria um ótimo presidente”, comentou em relação à escolha do seu substituto como presidente da estatal.
Segundo Rossi, o novo presidente da Conab deve ser escolhido até amanhã (08/04).





















