EUA devem terminar temporada de grãos com estoques praticamente zerados, compradores terão que buscar outras origens, como o Brasil.
Insumos nos EUA

O departamento norte-americano de agricultura (USDA) fez as cotações subirem e se realinharem numa tendência de alta. Apesar de terem se acomodado em níveis inferiores aos alcançados logo após a divulgação do último relatório, soja e milho mostram sustentação positiva na Bolsa de Chicago pelo menos até o início de 2012, defende o analista da Telvent DTN Darin Newsom. “As perspectivas de preço são muito boas para o milho, e a soja vai ter que acompanhar, sob o risco de perder área ainda maior para o cereal”, pontua Steve Cachia, da Cerealpar.
A tendência altista que levou a oleaginosa de volta para a casa dos US$ 14 o bushel (27,2 quilos) e fez o milho ultrapassar os US$ 7 o bushel (25,4 quilos) – níveis muito próximos aos recordes de preço de 2008 – chega num momento em que mais da metade da produção brasileira de soja já está comprometida. Mas nem por isso limita as oportunidades de ganhos para o produtor.
“Os EUA devem terminar a temporada com estoques de grãos praticamente zerados e os compradores terão que buscar outras origens, como o Brasil”, explica Cachia. Para ele, conforme a safra sul-americana caminha para o encerramento, o mercado tende a ficar cada vez mais sensível ao que acontece no Hemisfério Norte, “principalmente ao clima nos EUA”. “Tudo isso significa preços em alta, mas também muita volatilidade”, completa Newsom.
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