Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,74 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,50 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,05 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,20 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,46 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,63 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 143,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.535,23 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,47 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
Destaque Todas Páginas
Insumos

Soja: Mais uma liderança

No ano passado, Mato Grosso conquistou o topo do ranking e detém a maior capacidade de processamento do grão no Brasil.

Compartilhar essa notícia
Soja: Mais uma liderança

Mato Grosso, maior produtor de soja do Brasil, se tornou no ano passado também o Estado com a maior capacidade instalada para o processamento do grão. Com a chegada de novas indústrias, atraídas principalmente pela proximidade da originação da matéria-prima (produção) e pela concessão de incentivos fiscais, deixou a terceira posição de 2008 para assumir a liderança, mais uma vez, ultrapassando o Paraná.

Conforme levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), 13 plantas estão instaladas em Mato Grosso, das quais duas estão paradas e uma processa o caroço do algodão. A capacidade total estadual é de 36,6 mil toneladas/dia e de 12 milhões ao ano. No Paraná, a capacidade instalada é de 35,6 mil t/dia, o que ao ano vai a pouco mais de 11 milhões de t. Considerando que Mato Grosso colheu na safra 10/11 mais de 20 milhões de toneladas – recorde – e que na atual temporada pode chegar a até 22 milhões de t, há espaço para o segmento industrial se expandir. Entre as atuais capacidade de esmagamento para transformação do grão em farelo ou óleo e a produção extraída das lavouras de soja, há uma sobra de 8 milhões de toneladas. Esse montante tem sido destinado ao mercado internacional na forma in natura (grão).

O reflexo da industrialização da soja, além de agregar valor ao grão de forma doméstica, é a redução gradual dos volumes exportados in natura. No ano passado, 46% da produção foi embarcado na forma de grão. Em 2009, 59%; em 2008, 49%; em 2007, 44%; em 2006, 59% e para este ano, até setembro, foram 38%, mas a expectativa da Abiove é de que feche em 40%.

A transformação da soja em óleo e farelo é apenas um primeiro estágio do processo de agregação de valor à matéria-prima defendida pela Abiove. “Mato Grosso vem exportando cada vez menos o grão. A originação atrai indústrias que estão fomentando o consumo interno, principalmente de farelo, utilizado como alimento de aves e suínos. O processamento interno atrai outras indústrias como as de abates de aves e suínos. O óleo vem atendendo a uma crescente demanda pelo biodiesel. O ideal não é mais exportar o farelo ou o óleo e sim carnes que o farelo ajuda a produzir. Além de preços, a vantagem competitiva entre se exportar um quilo de carne e um quilo de soja torna o primeiro muito mais atrativo”, observa o economista Rodrigo Feix, da Abiove. Esse seria o outro estágio da agregação de valor, aquilo que costumeiramente se ouve falar no Estado como verticalização da produção, a transformação da proteína vegetal (soja) em proteína animal (aves e suínos).

O Diário pediu à assessoria da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme) dados relativos aos últimos investimentos deste segmento, em Mato Grosso, mas até o fechamento desta edição não foi atendido.

Exportações – A valorização da soja no mercado internacional tem feito toda a diferença no saldo comercial das exportações mato-grossenses do complexo soja. No acumulado até setembro, a receita aumentou em 17% na comparação com o mesmo período de 2010. Conforme Feix, o Estado exportou em nove meses US$ 5,4 bilhões ante US$ 4,6 bilhões. “Em volume físico houve redução, de 8,4 milhões de t para 7,8 milhões. O ganho no período foi motivado pela valorização externa da commodity”, explica. O economista acrescenta ainda que neste ano o preço médio da tonelada é de US$ 494. Em 2010 foi de US$ 377 e em 2009, US$ 394 de t.

Feix acredita em uma movimentação atípica nos próximos três meses em relação à soja. “Ao contrário da queda brusca das exportações e vendas em geral no período, neste ano haverá procura maior em função dos reflexos da quebra estimada da produção norte-americana”, cenário que abre espaço para preços melhores também. “Em função desta eventual procura é que projetamos que 40% da safra mato-grossense será exportado em grão ante os atuais 38%”. A predileção do mercado pelo grão – leia-se China, maior parceiro comercial do Brasil e do Estado – é uma tendência que durará no médio e longo prazo, porque a China quer processar o grão de forma doméstica. Os chineses são apenas o quarto maior produtor mundial, mas em 2010 se tornaram os maiores processadores, ultrapassando os Estados Unidos, maior produtor mundial de soja.

Assuntos Relacionados
grãossoja
Mais lidas

Relacionados

AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343