Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 65,59 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,98 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,15 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,99 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,89 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 143,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 152,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 159,48 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,32 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 145,00 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,39 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,41 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.561,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.472,69 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 157,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,70 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 144,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,91 / cx
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Conselho Internacional de Grãos eleva previsão para safra em 4,6%

No entanto, próprio conselho admite que poderá haver correções para baixo nos próximos meses.

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Conselho Internacional de Grãos eleva previsão para safra em 4,6%

Boas colheitas na China e em países do Leste Europeu levaram o Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês) a revisar para cima sua estimativa para a produção global de grãos nesta safra 2011/12.

De acordo com a nova projeção da entidade, sediada em Londres, o volume total de trigo e grãos forrageiros, entre os quais o milho, deverá alcançar 1,83 bilhão de toneladas na temporada em curso, 14 milhões de toneladas a mais do que o previsto em novembro.

Se confirmado, o volume será 4,6% superior ao do ciclo passado (2010/11), calculado pelo IGC em 1,75 bilhão de toneladas. Mas o próprio conselho admite que poderá haver correções para baixo nos próximos meses em decorrência das perdas provocadas pela estiagem em países da América do Sul, sobretudo Argentina e Brasil.

O órgão também elevou sua previsão para o consumo mundial desses produtos para 1,831 bilhão de toneladas em 2011/12, 5 milhões acima da projeção de novembro e 2,6% a mais que em 2010/11. Com isso, os estoques de passagem foram revisados para 369 milhões de toneladas de trigo e grãos forrageiros, alta de 9 milhões em relação ao número de novembro e praticamente o mesmo patamar do ciclo passado.

No caso do milho, uma das culturas mais afetadas pela seca sul-americana, a estimativa do IGC para a colheita mundial subiu para 861 milhões de toneladas, 8 milhões a mais que o projetado em novembro e volume 4,2% superior ao de 2010/11.

Apesar das incertezas que ainda cercam as safras do sul da América do Sul e também do sudeste da África, o IGC acredita que o crescimento esperado nos campos chineses sustentará o avanço global.

O órgão elevou em 6 milhões de toneladas a estimativa para o consumo do cereal, que passou a ser calculado em 867 milhões de toneladas, 2,7% maior que o da temporada anterior, e os estoques de passagem engordaram 2 milhões de toneladas, para 125 milhões, ainda 4,6% menores que os de 2010/11.

No trigo, a projeção para a produção passou a 690 milhões de toneladas, 7 milhões acima da estimativa de novembro e volume 5,7% superior ao do ciclo passado. A previsão para o consumo subiu 2 milhões de toneladas, para 681 milhões – 3,8% mais que em 2010/11 – e a projeção para os estoques ganhou 4 milhões de toneladas e foi a 204 milhões, 4,6% a mais que na safra anterior.

O IGC também divulgou novas estimativas para o arroz em 2011/12, mas não mexeu na produção (459 milhões de toneladas, 2,2% a mais que em 2010/11) nem no consumo (458 milhões de toneladas, alta também de 2,2%). E projetou a produção mundial de soja em 256,4 milhões de toneladas, 3,9% a menos que no ciclo passado, sobretudo por conta da redução da colheita nos EUA.

Números à parte, as estimativas do IGC, se confirmadas, significarão uma relação entre oferta e demanda de cereais e grãos forrageiros menos apertada, mas pouco – ainda que para a soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro, representarão o contrário. Mas há muitas incertezas nos dois pratos da balança. Caso a oferta caia por causa da estiagem na América do Sul, por exemplo, certamente haverá alguma pressão “altista” sobre as cotações internacionais.

Em contrapartida, a demanda pode não cumprir as expectativas, em virtude dos reflexos da claudicante recuperação da economia no mundo desenvolvido e seus reflexos inclusive em países emergentes. Nesse caso, o cenário de menor pressão dos alimentos sobre os índices inflacionários globais desenhado por analistas desde o ano passado ganharia força.

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