Veranico prejudicou desenvolvimento de lavouras precoces em Jataí.
Colheita de grãos começa em Goiás e indica perdas
Assim como em Mato Grosso, os produtores de soja começaram a colher as variedades de ciclo mais curto em Goiás. Em Jataí, principal região produtora do Estado, os primeiros relatos indicam uma ligeira quebra decorrente da falta de regularidade das chuvas na época de desenvolvimento das plantas.
Segundo o diretor-geral do Sindicato Rural de Jataí, Silomar Cabral Faria, a região costuma colher 54 sacas do grão por hectare. Para este ano, no entanto, ele projeta 52 sacas. “O veranico prejudicou algumas lavouras. Então, a produtividade média ficará comprometida”. A região de abrangência do sindicato é de 240 mil hectares.
Como retardou o plantio da soja, a falta de chuvas também deve afetar a produção de milho de inverno (safrinha). “Começamos o plantio de soja apenas em meados de novembro, embora o ideal fosse começar no fim de outubro. Mas não tínhamos chuva na época”, diz. Dessa forma, cerca 30% das lavouras não vão ter a soja em plenas condições de colheita antes de meados de fevereiro, período ideal para o plantio da safrinha. “Cerca de 170 mil hectares (70% da área total de Jataí) vão ter o milho safrinha, o resto vai ter que trabalhar com sorgo”.
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Apesar disso, a projeção oficial aponta para um aumento na produção de soja em Goiás. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita deste ano deve crescer 10,2%, para 9,01 milhões de toneladas, graças principalmente ao aumento de área plantada. Em compensação, a safrinha de milho deve encolher 5,3%, a 3,97 milhões de toneladas.





















