Levantamento é do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária; aumento só não foi maior diante das chuvas que paralisaram a colheita.
Início da colheita de soja em MT eleva em 35% preço do frete

Com o avanço da colheita da soja em Mato Grosso – que atingiu 36% do total da área plantada – o custo do frete disparou, em média 35% no Estado em um mês, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Na cidade de Sorriso, a maior produtora de soja do mundo, o ajuste de preço para o transporte da oleaginosa até o porto de Paranaguá (PR) foi de 31,82% de janeiro para fevereiro.
“Há sempre um aumento nos preços quando a colheita começa, mas este ano foi menos intenso que em 2013”, diz o presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Laércio Pedro Lenz. No ano passado, o setor de transportes chegou a reajustar o valor em 60% em razão da entrada em vigor da lei dos caminhoneiros (nº 12.619/12), que regularizou a profissão e reduziu a jornada de trabalho dos motoristas.
De Sorriso à Paranaguá, por exemplo, o transporte de soja custa R$ 290 por tonelada. De Sorriso a Rondonópolis, cidade ao sul do Estado, o valor do frete é de R$ 110 a tonelada, com variação mensal de 30%.
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“O aumento só não foi maior porque a colheita está paralisada na última semana em função das chuvas”, diz Lenz. Em Sorriso, 50% da área plantada já foi colhida. “Por enquanto não registramos perdas significativas, mas se as previsões estiverem certas e chover na região até o dia 24, teremos um aumento de ardido nos grãos e isso poderá reduzir nossa lucratividade”, afirma. O presidente do sindicato, porém, acha que é alarmante falar do assunto agora e não faz estimativas de perdas.
A negociação de soja na cidade está, em média, em 50% do total plantado, com preço estável há três semanas em torno de R$ 51 a saca.





















