Pesquisa revela que a campylobacter na carne de frango é a principal causa das contaminações humanas, ultrapassando a Salmonela.
Intoxicação alimentar
A Comissão Europeia de Segurança Alimentar (EFSA, sigla em inglês) publicou dados sobre os crescentes casos de contaminação e doenças gastrointestinais causadas pela Campylobacter.
Ao longo dos últimos anos a Campylobacter foi registrada como agente mais frequente de intoxicações alimentares, ultrapassando a Salmonela. São aproximadamente 50 casos confirmados a cada 100.000 pessoas em 17 países europeus desde 2007.
Estudos mundiais sobre epidemiologia indicam que o maior responsável pela Campylobacteriose é a carne de aves. No entanto, a proporção potencial da doença ainda é desconhecida. A Comissão Européia solicitou à UFSA que atualizasse suas pesquisas sobre a Campilobactéria, com especial referência à carne de frango, possíveis opções de controle e desempenho da doença para participar de uma conferência.
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A reunião envolveu mais de 90 cientistas e representantes de 30 países, incluindo a Nova Zelândia, que registriu incidência de 383,5 casos a cada 100.000 habitantes. Grupos de discussão paralelos abordaram os temas: atribuição de origem e impacto da Campilobactéria na saúde; avaliação quantitativa do risco da carne de frango e sua resistência às fluoroquinolonas (uma substância antimicrobiana) e medidas eficazes de controle na produção de frango do campo até a mesa.
Concluiu-se que, embora existam muitas rotas de transmissão da campilobactéria, a carne de aves é a principal, por causa da exposição humana. As medidas de controle foram debatidas para toda cadeia de aves, em termos de eficácia e possíveis barreiras à sua implementação. Os participantes da reunião chegaram à conclusão que o controle deve centrar-se na redução da campilobactéria na carcaça das aves.
Também foram apresentadas provas que o uso de fluoroquinolonas na criação levou os animais a criar resistência ao antibiótico, contribuindo para a contaminação da Campilobactéria na carne e infecção de pessoas.
Os participantes concordaram que os dados quantitativos da Europa são necessários para identificar regiões e medidas de controle promissoras. A parceria direta entre os setores veterinários e de criação de animais foi vista como fundamental para melhorar a coleta de dados, estudos no campo e protocolos para permitir o controle da bactéria.
* Tradução Avicultura Industrial





















