A suinocultura e a avicultura passarão a ter normas e regras estabelecidas em programas estaduais para a implementação, desenvolvimento, sanidade, higiene sanitária e ambiente; a serem exigidas do pequeno ao grande criador.
Criar aves e suínos fica mais rígido
Redação (10/05/06) – Os programas serão lançados amanhã, quarta-feira (10), no Encontro Internacional dos Negócios da Pecuária (Enipec) pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (Seder) e Instituto da Defesa Agropecuária (Indea).
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Rural, Clóves Vettorato, os dois programas representam uma revolução nas atividades, pois irão conferir mais segurança à produção e aptidão aos segmentos para enfrentar desafios futuros na comercialização interna (dentro do país) e externo (fora do país).
“Todos os criadores terão que se adequar às novas normas e regras. Projetos iniciais somente terão autorização de implantação se respeitarem as exigências. E as granjas já existentes certificadas, comerciais ou não, também terão de se adequar às regras”, afirmou Vettorato.
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De acordo com o presidente do Indea, Décio Coutinho, o criador terá um prazo para se adequar, que pode se estender até 18 meses.
“Todos as adaptações serão progressivas. De algumas exigem-se um prazo de seis meses e de outras será mais alongado. Mas as atividades serão padronizadas dentro de uma legislação específica”, ressaltou Coutinho.
Os programas estaduais da suinocultura e da avicultura têm como base os programas nacionais, porém, são mais abrangentes.
Vettorato afirma que a meta é regionalizar e departamentalizar os criadores. “Essa é uma tendência que Mato Grosso antecipa. São propostas que farão parte da reunião da OIE (Organização Internacional de Saúde Animal), no próximo dia 21”, observou Décio Coutinho.
O presidente do Indea ressalta que a nova legislação é um instrumento vital para as atividades suinícola e avícola, pois respalda Mato Grosso a alcançar novos mercados consumidores para os produtos e manter os já existentes.
Por isso, Coutinho acredita não ter dificuldades na implantação das normas no Estado.
“Os programas são fruto de um ano de discussões junto aos setores”, observou.
E, garante Coutinho, o criador não terá de fazer grandes investimentos, as adequações serão concentradas no manejo da propriedade.
A legislação, que define regras de sanidade, proteção, segurança com o meio ambiente, não terá custos extras também para o Estado.
A partir da próxima semana, iniciam as visitas nas propriedades e as reuniões nos principais pólos produtivos para divulgação dos programas.





















