Uma das questões que resta resolver é a melhor forma de servir a ração, garantindo que todos os animais tenham acesso à alimentação na medida correta.
Embrapa Suínos e Aves observa alojamento de fêmeas gestantes
Redação (13/07/06) – Quase todas as granjas de suínos que produzem leitões no Brasil utilizam o modelo de produção com celas individuais. As fêmeas passam cerca de 80% da vida num espaço de 63 centímetros de largura, por 2,2 metros de comprimento e 1,05 metros de altura, em média. A cela individual pode gerar nas fêmeas problemas musculares, que com o tempo tornam difícil até mesmo os atos de deitar e levantar. O estresse que o confinamento provoca também leva o animal a comportamentos não naturais, como o morder repetidamente as barras de ferro das celas. Por outro lado, a cela garante que a fêmea terá uma alimentação adequada e reduz a mortalidade dos leitões, lembrou Osmar Dalla Costa.
Na Europa, a opção pelo bem-estar das fêmeas gestantes já virou lei. A partir de 1 de janeiro de 2013, o alojamento em gaiolas não será mais permitido. É provável que os países interessados em vender carne suína aos europeus tenham que dar conta do mesmo procedimento. Como o Brasil quer ocupar espaços mais amplos no mercado internacional de carne suína, certamente terá que dar mais atenção às questões de bem-estar animal, alertou Dalla Costa.
As pesquisas da Embrapa tentarão resolver um dos problemas principais do alojamento em grupos de fêmeas gestantes. Em baias coletivas, há a possibilidade dos animais mais fortes impedirem o acesso adequado dos mais fracos à ração. Além disso, brigas entre as fêmeas podem gerar lesões e estresse, que interferem na gestação. Preliminarmente, observações de campo da Embrapa Suínos e Aves mostram que o mais indicado é um sistema misto. As fêmeas ficam 36 dias numa cela individual e passam o restante dos 114 dias da gestação em baias coletivas, revelou Osmar Dalla Costa.
Leia também no Agrimídia:
- •Dia Nacional do Suinocultor celebra quem transforma trabalho, tecnologia e dedicação em alimento
- •Frente fria derruba temperaturas e muda o tempo no Sudeste
- •Publicada portaria que regulamenta a equalização de juros do Plano Safra 2026/2027
- •Aurora Coop adota gestão por indicadores em seu programa de Bem-Estar Animal
Os dados recolhidos por meio das observações de campo mostram que, após os 36 dias de gestação, não se alteram os índices de nascimento de leitões, mesmo que a fêmea seja colocada numa baia coletiva.
Outro obstáculo é o mais espaço exigido pelo alojamento em grupo exige na maternidade. A Embrapa Suínos e Aves vai desenvolver projetos de pesquisa nos próximos anos para apresentar recomendações de manejo aos suinocultores que desejam abrir mão das celas individuais.























