A chegada do inverno traz preocupações extras para os produtores de frangos de corte em regiões mais frias.
Embrapa alerta: fonte de calor para as aves é decisiva em regiões frias

A chegada do inverno traz preocupações extras para os produtores de frangos de corte em regiões mais frias, como o Sul do Brasil. Segundo a Embrapa Suínos e Aves, empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é preciso estar atento ao manejo dentro do aviário. “Se ocorrerem erros neste período, o lote certamente terá quebra de produtividade”, alertou o pesquisador Paulo Sérgio Rosa.
Nos aviários mais modernos, em que a automação e climatização são priorizadas, o período requer principalmente a oferta de uma fonte suplementar de calor. Para obter o melhor resultado, o produtor deve, primeiramente, concentrar as aves em um espaço em torno de 30% a 40% da área total do aviário, especialmente nos três primeiros dias de alojamento dos pintainhos (essa concentração pode ser feita por meio de divisórias e o uso de forro de lona plástica).
Essa redução do espaço vai até os 21 dias de vida da ave. É importante ressaltar que essa área para os pintainhos deve ser aumentada na medida em que eles aumentam de tamanho, de modo a manter o bem-estar e o acesso à alimentação e água sem provocar estresse. Por este espaço confinado, o mais comum é que sejam distribuídas campânulas, alimentadas com gás. Também é preciso oferecer às aves uma ventilação mínima. Para isso, devem ser feitas pequenas abertura no forro do aviário.
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Há também aviários com sistema de aquecimento com fornalha central, alimentada com lenha. Essa fornalha, que fica ao lado do aviário normalmente, fornece calor distribuído por uma tubulação metálica e exige um acompanhamento de perto pelo produtor para que todos os frangos realmente tenham acesso ao ar quente. É importante que o avicultor tenha o conhecimento básico de funcionamento, operação e manutenção dessa fornalha, que pode ser obtida com o fabricante. Todos esses procedimentos servem para atender as recomendações mais atualizadas referentes às temperaturas de conforto para as aves.
De acordo com o pesquisador Paulo Sérgio Rosa, da Embrapa Suínos e Aves, o ideal é que o ambiente de criação das aves ofereça 35 graus centígrados no primeiro dia. A partir do segundo dia, a temperatura deve ser reduzida gradativamente até chegar por volta dos 30 graus no sétimo dia. Do sétimo ao 14º dia, a temperatura pode variar até os 28 graus. Do 14º ao 21º dia, a temperatura pode decrescer de 28 para 26 graus. Depois dos 21 dias, a temperatura não pode baixar 21 graus e não ficar acima dos 26 graus. Garantir as temperaturas ideais de acordo com a idade dos frangos melhora o conforto, otimizando a conversão alimentar e o ganho de peso.























