Dependência de McDonald’s é fonte de preocupação para investidores. Hoje, 90% do faturamento da Keystone são provenientes das operações com a rede de fast food.
O peso do McDonald’s
Os desafios que a Marfrig enfrentará para integrar sua mais nova aquisição, a Keystone Foods, não são a única fonte de preocupação dos investidores. A dependência que a empresa tem do McDonald’s também gerou algum receio entre analistas que participaram ontem da teleconferência da Marfrig para detalhar a operação de compra da empresa americana.
Hoje, 90% do faturamento da Keystone, estimado em US$ 6,4 bilhões, são provenientes das operações com a rede de fast food, informou o diretor de planejamento e relações com investidores, Ricardo Florence, durante a conversa com analistas. A informação pareceu surpreender.
Ele não explicou como é o contrato de fornecimento entre Keystone e McDonald’s, mas disse que ambos têm uma relação de 40 anos. “É um negócio de baixo risco, com geração de caixa estável nos últimos anos”, afirmou.
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Ele disse ainda que o modelo de negócio está em crescimento em várias partes do mundo, o que é outra vantagem.
O presidente da Marfrig Marcos Molina disse que a compra da Keystone vai fortalecer o negócio global com o McDonald’s. “Existe uma relação de dependência mútua. Um fornecedor não se troca de noite para o dia”, afirmou. Fundada da década de 60, a Keystone desenvolveu para o McDonald’s processados como os nuggets, por exemplo.
Para Molina, o fato de a rede de fast food ser responsável por 90% do faturamento da Keystone não é motivo para preocupação. Ele lembrou que, na China, por exemplo, a Keystone é sócia do McDonald’s. Lá a rede de restaurante também tem como sócio o governo chinês. (AAR)





















