Maior frigorífico do mundo se concentra no crescimento orgânico de suas operações, mas poderá “comprar mais”.
JBS não descarta aquisição
O maior frigorífico do mundo, o brasileiro JBS SA, vai se concentrar no crescimento orgânico de suas operações mundiais, mas não descarta a possibilidade de uma nova aquisição caso surja uma oportunidade.
Especialmente se envolver uma empresa que vende alimentos industrializados, com marcas conhecidas e amplos canais de distribuição, disse o diretor-presidente, Wesley Batista.
Não surpreende que a descrição dada por ele se encaixe perfeitamente no perfil da fabricante americana de alimentos Sara Lee Corp.
Leia também no Agrimídia:
- •Carne suína registra menor preço desde abril de 2024 e ganha competitividade frente a frango e boi
- •Parceria público-privada garante investimentos e modernização da estação quarentenária de suínos até 2030
- •Casos de Influenza Aviária na Argentina e no Uruguai ampliam alerta sanitário no Brasil
- •Luz na incubação influencia comportamento e bem-estar de pintinhos, aponta estudo
Surgiram boatos há alguns meses de que a JBS estava tentando comprar a Sara Lee, que vende vários tipos de alimentos, mas a JBS nunca confirmou os rumores. A Sara Lee planeja agora separar sua divisão de café da de carne, e observadores do mercado acreditam que isso pode abrir o caminho para outra tentativa da JBS, já que seria mais fácil financiar a compra de apenas uma fatia da empresa.
Batista, de 40 anos, não quis citar possíveis alvos de aquisição. Mas ele disse que “a empresa mencionada” – numa referência à Sara Lee – “não está à venda”, mas reconhece que uma empresa com o perfil dela faria sentido para a JBS. “Quando você está comprando, busca uma empresa que tem liderança [do mercado].”
Além disso, Batista acha que os ativos estão baratos nos Estados Unidos.
Isso pode ser particularmente útil considerando que, na sua opinião, o mercado mundial de carne deve ser atendido cada vez mais pelos produtores americanos, já que o dólar e o crescimento econômico do país continuam fracos. Batista prevê desvalorização do dólar no médio prazo, enquanto o real deve continuar forte.





















