O déficit da balança comercial de máquinas e equipamentos deve ficar entre US$ 18 bilhões e US$ 20 bilhões este ano.
Déficit no setor de equipamentos
O déficit da balança comercial de máquinas e equipamentos deve ficar entre US$ 18 bilhões e US$ 20 bilhões este ano, de acordo com previsão divulgada pelo presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto. No ano passado, o déficit foi de US$ 15,733 bilhões e, neste primeiro trimestre, já chegou a US$ 4,121 bilhões.
Para Aubert, o motivo é o ritmo de crescimento das importações, que ainda continua forte, principalmente as da China. Para tentar barrar essa entrada excessiva de produtos chineses, a entidade também está entrando com ações de salvaguarda transitórias contra a China em relação a determinados produtos.
Recentemente, a Abimaq já encaminhou ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) três ações, referentes aos seguintes produtos: chave de fenda, válvulas tipo borboleta e caminhão-guindaste.
De acordo ainda com Klaus Curt Müller, diretor executivo de Comércio Exterior da Abimaq, esta semana a entidade deve entrar com uma nova ação e está estudando outros produtos, com a previsão de totalizar 17 ações de salvaguarda contra a China.
Segundo o presidente da Abimaq, mesmo que não sejam aprovados pelo ministério, os pedidos de ações são uma forma de pressionar o governo para que medidas contra os importados sejam tomadas. “Não podemos ficar sem fazer nada, se não forem aprovadas, outras medidas tem que ser tomadas”, disse.
Aubert também afirmou que a entidade espera que o governo passe a exigir dos produtos chineses as mesmas normas de segurança de produtos brasileiros, o que já estaria sendo estudado.
Por fim, o presidente da entidade ainda reforçou que acredita que “não é possível ter um câmbio livre com a maior taxa de juros do mundo”, afirmando que o governo não deve deixar o câmbio cair mais, o que fortalece as importações, além de criticar o novo aumento da taxa de juros. As informações partem da Agência Leia.





















