Mesmo com a força do agronegócio nacional, o setor precisa quebrar paradigmas.
Agronegocio: precisamos de gestão mais humanista – por Valter Bampi

Agronegócio, no qual a Avicultura é um ator importantíssimo alavanca a economia do Brasil, pode ser uma super potência na produção e mercado de alimentos, mas precisa quebrar
paradigmas em se tratando de gestões diversas. Setor é tão primitivo em gestão que é sustentado em cima de três pilares de barro: poder pelo poder, egocentrismo absurdo e vaidade ou soberba, motivos pelos quais somos vistos como menores, e de fato somos. E ainda evidenciado pela falta de lideranças que mostrem nossa importância ao governo, imprensa, comunidade em geral e dentro das empresas para mudar o cenário com ações de incentivos em situações de crises como de agora. Qual seria a razão? Falta de profissionalismo, criatividade, pró-atividade, dando lugar aos comuns, os reativos, assim a razão dá lugar ao poder absoluto (burros, limitados, sem reflexão sobre o tema), essa razão só é vista e reconhecida após prejuízos tolos, imaturos e dignos de ancestrais que observam como menor a inteligência humana.Quantas empresas em nosso setor se utilizam de governança corporativa, de gestão de singularidade, meritocracia,que valorizam realmente o capital humano como um todo? Quantas empresas, empreendedores, empresários, executivos, intermediários etc. não acompanharam a seca tão noticiada dos EUA e outras informações, com antecedência? Informações estão disponíveis, todos têm, mas coisas menores são valorizadas em muitas companhias amadoras do nosso meio.
Vivemos num mundo de alta tecnologia e informações disponíveis, que demanda leitura de mercados diversos, passados, presentes, futuros (curto, médio, longo prazos) e quantos dos citados, nos respectivos cargos, nas mais diversas empresas de proteínas animais, estão preparados ou têm feeling para este tipo de leitura? Negociamos produtos “in natura”, falta criatividade, visão de mercado, saber projetar, planejar e bem aplicar. A área de proteínas animais conhece Marketing, Endomarketing, mas a que se presta? Essas empresas (meros frigoríficos abatedores e desmontadores de carcaças) ainda muito longe de se tornarem Indústrias de Alimentos em sua grande maioria, estão prontas para entender agregação de valores diversos (Marcas, Grifes, transformados, pré-preparados, preparados, industrializados, etc.), mas muitas só conhecem agregações monetárias milagrosas, feitas da noite para o dia, assim como fazem as gestões destas empresas: dá mão à boca, sempre no curto prazo, não conhecendo investimentos, maturação de métodos, processos, formas diferenciadas comerciais, formas diferenciadas de gestões diversas. Departamentos dessas companhias não se entendem dentro da mesma corporação e caminham em caminho sem rumo, sem o mesmo objetivo ou digladiam como se inimigos fossem, pior ainda, com tais distorções fomentadas pelos seus maiores executivos e/ou mandatários.
A causa de nossa inércia e incompetência: nós mesmos. Quais são as missões das empresas deste setor, a visão, os valores, existem valores humanistas, marketing humanitário? Quantas destas empresas têm código de ética embasado na moral? Seguimos com resiliência, resignação, compreensão, calar para não ser abatidos por conluios de hipócritas, falsos, maledicentes e incompetentes disfarçados em peles de bonzinhos, que muitos de nossos patrões tanto gostam e perdem muito dinheiro com isso. Nossa culpa, nossa máxima culpa. Vamos sair da função de vítimas à protagonistas já! Esse artigo tem esse objetivo de reflexão em um ano, extremamente, difícil, o mais difícil durante o período que milito na Avicultura, porém, muitas vezes atribuímos crises a outras causas não a essa de gestão do negocio, envolvendo o principal capital: o humano, que é sempre esquecido. Pensem e Feliz 2013 a todos os meus caros e leitores.
Por Valter Bampi, médico veterinário, professor universitário e especialista avícola.
Com apoio de Evandro D. Santos.
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