A empresa forneceu cortes de frango para a prefeitura entre 1996 e 1997. Em 2010, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) absolveu Maluf da acusação.
Credores aprovam recuperação judicial da Ad’oro

Os credores da Ad’oro, empresa especializada em abate de frangos com sede em Várzea Paulista (SP), aprovaram ontem o plano de recuperação judicial da companhia. Segundo Júlio Mandel, da Mandel Advocacia, cerca de 90% dos credores presentes na assembleia aprovaram o pleito da empresa, que renegociou uma dívida que somava R$ 140 milhões. O plano ainda deve ser homologado pela Justiça.
A Ad’oro entrou com pedido de recuperação judicial em abril do ano passado. À época, a empresa alegou que não conseguiu resistir a uma crise financeira e que, apesar de obter apoio de vários credores, outros não colaboraram, passando a pressionar por pagamentos imediatos e até cortar crédito.
Pelos termos do plano de recuperação judicial aprovado ontem, a Ad’oro terá um ano e meio para começar a quitar o passivo sujeito à recuperação. A empresa pagará bem menos que os R$ 140 milhões, uma vez que os credores concordaram com um deságio de 45%. A avícola fatura, em média, R$ 35 milhões por mês, segundo Mandel.
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Após o prazo de carência, a Ad’oro levará 12 anos para quitar toda a dívida do processo de recuperação. A empresa fará pagamentos semestrais, acrescidos de TR mais 1% ao ano. A classe dos credores trabalhistas, que representam apenas R$ 90 mil do passivo total, serão pagos em três anos, segundo o advogado.
Fundado em 1989 pela família Lutfalla, a Ad’oro conta com unidades nos municípios paulista de São Carlos, Rio Claro, Itupeva e São Paulo. Em seu site, a companhia informa ter uma capacidade diária de abate de 182 mil aves por dia e de 9,5 mil toneladas de produtos acabados.
A Ad’oro ganhou repercussão nacional em 1997, depois de denúncia de superfaturamento de carne de frango em vendas para a Prefeitura de São Paulo na gestão do hoje deputado federal Paulo Maluf (PP), no caso que ficou conhecido como “Frangogate”. A empresa forneceu cortes de frango para a prefeitura entre 1996 e 1997. Em 2010, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) absolveu Maluf da acusação.





















