Primeiro evento a abordar a sustentabilidade na agricultura, o Simpas completa 25 anos com mais de 15 mil participantes em 67 cidades no Brasil. Aumento de IDH dessas regiões cresceu até 115% no período.
Há 25 anos fazendo um agronegócio cada vez mais sustentável
Em 1990, quando o Governo Federal optava por extinguir a Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Embrater), organizações e entidades do agronegócio buscavam suprir esta lacuna por meio da criação de programas de educação a agricultores, com o objetivo de estabelecer, de forma sustentável, a produtividade e rentabilidade do negócio brasileiro. E foi no mesmo ano, na cidade de Jaboticabal, que surgiu a primeira edição do Sistema de Manejos Integrados da Produção Agrícola Sustentável, mais conhecido como Simpas.
Considerado um programa inovador, à época, por discutir assuntos relativos à sustentabilidade antes mesmo do assunto começar a ser debatido pelas nações em encontros mundiais – Eco92 aconteceu dois anos depois -, o Simpas ganhou mais força com o passar dos anos e em apenas cinco anos de existência já estava na sua 18ª edição.
Atualmente, no ano em que completa 25 anos, o Simpas já realizou 67 encontros, em 16 estados de todas as regiões brasileiras e com mais de 15 mil participantes, entre técnicos e profissionais do agronegócio.
“Com o compromisso de aliar o avanço tecnológico à capacitação dos agricultores para o manejo consciente dos recursos naturais, conseguimos narrar uma nova história da agricultura brasileira”, explica Eduardo Daher, diretor executivo da Andef.
Os resultados não são apenas quantitativos, uma vez que hoje é possível perceber que a adoção de tecnologia nas lavouras gera, além de comprovado aumento de produtividade, a aceleração do desenvolvimento humano e grandes ganhos para a sociedade.
De acordo com um estudo Kleffman, das 100 cidades brasileiras que mais investiram no agronegócio moderno, nos últimos 40 anos, tiveram um crescimento no IDH de 76%, muito acima da média nacional, principalmente em comparação com a média das cidades não agrícolas (57% – 19 pontos percentuais a menos).
Nos municípios de Sapezal (MT) e Correntina (BA), o aumento no IDH chegou a 115% entre 1991 e 2010. Graças à tecnologia no campo, Sapezal possui hoje a 2ª maior área de soja e algodão do País, além da 4ª maior área de milho. Correntina hoje possui a 5ª maior área de algodão do País.
Para Daher, por mais que o programa tenha gerado resultados positivos, ainda existe muito que se fazer. “De acordo com a Fao-Onu, estima-se que em 2050, a população mundial chegue a mais de 9 bilhões de habitantes. Temos que garantir que o abastecimento interno e externo de alimentos aconteça de forma sustentável.
O Simpas tem o apoio da Associação Nacional de Defesa Vegetal, ANDEF; Associação Brasileira do Agronegócio, ABAG; Associação Brasileira de Sementes e Mudas, Abrasem; International Plant Nutrition Institute, IPNI e Associação Nacional para Difusão de Adubos, ANDA.
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