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Para evitar falência, Globoaves vai à Justiça

Empresa entrou com pedido de recuperação judicial, que tramita na 3ª Vara Cível

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Para evitar falência, Globoaves vai à Justiça

A crise do Grupo Globoaves se agravou ao ponto de a empresa entrar na justiça com um pedido de recuperação judicial. Esta foi a única alternativa para evitar a falência, que foi solicitada por uma empresa credora, no Estado de São Paulo.

O valor da dívida do grupo não foi divulgado, mas há um mês os contratos de cerca de 1.800 funcionários foram suspensos por um período de três meses. Eles reclamam que seus benefícios não tem sido pagos.

A recuperação judicial é uma tentativa de evitar a falência. Quando a empresa perde a capacidade de pagar as próprias dívidas, pode tentar reorganizar-se com o acompanhamento da Justiça.

O pedido foi direcionado à juíza Claudia Spinassi, que nesta tarde declarou suspeição, por motivo de foro íntimo, para atuar no processo.

No pedido da Globoaves afirma que a recuperação judicial é necessária para o soerguimento da empresa e promete entregar o plano de recuperação judicial em 60 dias.

O Grupo Globoaves inclui dez empresas e atua desde a década de 70, quando as famílias Kaefer e Leobet iniciaram uma sociedade na região oeste e cresceram com o desenvolvimento da avicultura na região.

Causas

São apontadas duas razões para o endividamento da empresa.

“Infelizmente, o Grupo Globoaves é mais uma das vítimas da crise econômica que tem assolado o país nos últimos anos”, resgatando a crise iniciada em 2011.

Paralelamente à crise do mercado houve um incidente que contribuiu de forma significativa para a situação de inadimplência que se encontra atualmente o Grupo Globoaves. A informação é de que em 2003 a a Kaefer Avicultura Ltda comprou um frigorífico em Cascavel, cuja empresa proprietária pouco depois entrou com pedido de falência. A situação foi parar na justiça onde em 2015 foi possibilitada à Kaefer comprar novamente o frigorífico por R$ 120 milhões.

A Kaefer teria buscado um comprador e teve dois negócios frustrados. O primeiro em dezembro com a JBS (Friboi):

“O processo de alienação foi atrapalhado por um sócio minoritário falido (Jacob Alfredo Kaefer), que, para forçar uma negociação de sua participação, ingressou com uma ação de dissolução parcial de sociedade – mesmo tendo suas ações (e de sua empresa) arrecadadas pelo Juízo da Massa Falida da Diplomata”

No final de maio houve um novo negócio com a São Salvador Alimentos S.A.

“Porém, o novo comprador não efetuou o depósito dos valores referentes à aquisição na primeira semana de julho como deveria, alegando que ainda não havia conseguido o financiamento necessário ao capital de giro, o que não fazia parte do negócio. Tal situação deixou a empresa Kaefer (frigorífico) sem faturamento e sem o recebimento do valor da venda, com débitos que estariam sendo saldados com fornecedores, bancos e funcionários (rescisões)”, justifica.

A assessoria de imprensa da Globoaves foi procurada e afirmou que a empresa não vai se manifestar sobre o assunto. A reportagem não conseguiu contato com o sindicato que representa os funcionários da empresa.

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