A vitória de Trump é um desastre para o agronegócio brasileiro
“Trash food” e protecionismo na era Trump – Por Bruno Blecher

Apesar de republicano, Donald Trump é contra a abertura comercial e já declarou que pretende “melar” a TPP, a Parceria Transpacífica, negociada pelo atual presidente, Barack Obama.
Sua principal proposta é “reindustrializar” os EUA, para trazer as fábricas e os empregos exportados para a Ásia de volta ao país.
Protecionista de carteirinha, Trump pode recrudescer a próxima Farm Bill, a lei agrícola norte-americana que será renovada em 2018. Ele já disse que dará especial atenção à próxima lei agrícola. “Nossos agricultores merecem uma boa lei agrícola. Eu apoio uma rede de segurança forte para os agricultores da nossa nação”.
Leia também no Agrimídia:
- •Preço dos ovos recua no fim da Quaresma, mas média mensal ainda acumula alta
- •Suinocultura sustentável avança no Agreste com uso de biodigestores e redução de custos nas propriedades
- •Automação: robô inspirado em movimentos humanos avança no processamento de frangos
- •Avicultura e Inovação: estudo valida sexagem in ovo por PCR no 7º dia como solução eficiente e ética
Questões como agricultura orgânica e direitos animais não devem ser prioritárias no próximo governo.
Trump é um adepto da “trash food” e seus filhos gostam de caçar na África. Durante a campanha, o candidato republicano prometeu eliminar o EPA, a poderosa agência de proteção ambiental dos EUA. Também deve afrouxar as restrições a agrotóxicos e eliminar, se puder, a necessidade de rotulação dos alimentos transgênicos.
Mas a sua intenção de reprimir a imigração vai trazer problemas não só aos produtores rurais, que são fortemente dependentes do trabalho de imigrante legais ou ilegais, como também às agroindústrias, como a brasileira JBS, que tem 65.000 trabalhadores em seus 54 frigoríficos espalhados pelos EUA.





















