Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 67,48 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,77 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,85 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,90 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,81 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,44 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 157,11 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 157,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,28 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 177,34 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 168,43 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,36 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.321,27 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.196,51 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,86 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 156,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 161,68 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 179,98 / cx
Comentário

A Parceria Transpacífico (TPP) é uma oportunidade para o Brasil – Por Marcos Jank

Hora de aproveitar o vácuo de liderança e assumir protagonismo na política comercial do mundo

A Parceria Transpacífico (TPP) é uma oportunidade para o Brasil – Por Marcos Jank

O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) – publicou a “Agenda de Política Comercial” do presidente Trump para 2017. O teor do texto indica que os americanos podem retomar as práticas do período que antecedeu a globalização dos anos 1990, que o famoso economista Jagdish Bhagwati denominou de “unilateralismo agressivo”. Grosso modo, os EUA decidiam, de forma soberana e não recíproca, quais países estariam praticando “comércio desleal” e exigiam compensações sob a ameaça de sanções unilaterais.

O paralelismo com o momento atual é inevitável. Nos anos 1970 e 1980, o motivo da proteção americana era a concorrência alegadamente desleal do Japão e dos tigres asiáticos. Hoje são a China, o México e a Parceria Transpacífico (TPP).

Embora potencialmente prejudicial para a economia global, o novo protecionismo americano pode criar oportunidades para o Brasil. Mas, para capturar seus benefícios, temos de nos mexer – e rápido!

Já perdemos a chance de criar a Alca, nosso primeiro “mega-acordo”, e atrasamos, de forma exagerada, as negociações com os europeus. De 2008 para cá, ficamos órfãos da Rodada Doha e deixamos de participar de vários acordos plurilaterais que se cristalizaram desde então, a maioria sob a liderança dos Estados Unidos e da União Europeia.

Com a nova posição americana e o “brexit”, abre-se um vácuo de poder e liderança no mundo. A pergunta é: vamos apenas observar ou assumiremos um papel protagônico?

Os países que cercam o Pacífico – da Ásia, Oceania e América Latina – parecem desnorteados, mas não ficarão paralisados. Um exemplo é a primeira reunião ministerial da TPP após o desligamento dos EUA, em Viña del Mar, Chile, nos dias 14 e 15. China e Coreia do Sul já confirmaram presença como observadores. Por isso, Brasil e Argentina não podem perder essa oportunidade para entender como ficará a TPP e se posicionar. O México, que poderia tomar as rédeas desse processo, encontra-se paralisado pela “renegociação” do Nafta.

O fato é que, ao contrário do que parece ocorrer nos EUA e na UE, a Ásia e as economias mais dinâmicas da América Latina continuam querendo se integrar cada vez mais.

Além dos 12 países da TPP que vão se reunir no Chile, há a integração potencial dos 21 países da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico) e dos 16 do RCEP, megabloco asiático oficialmente liderado pela Asean (10 países do Sudeste Asiático), porém extraoficialmente pela China. Ou seja, não faltam tabuleiros para o Brasil jogar nessa região, que abriga 60% da população do planeta.

Nesse contexto, o governo brasileiro deveria participar ativamente da reunião da TPP no Chile, entender a nova dinâmica do comércio global e avançar o mais rápido possível na estratégia de novos acordos.

A Ásia é vista como a grande janela de oportunidade de integração para o agronegócio, respondendo por quase metade das exportações do setor. Barreiras comerciais e burocráticas impedem o crescimento, a diversificação e a adição de valor das nossas exportações agroindustriais para aquele continente.

Já a indústria vê oportunidades mais imediatas na Europa como um todo, EUA, Canadá e Aliança do Pacífico (México, Colômbia, Peru e Chile). Contudo, é importante o setor industrial olhar a Ásia mais como fonte de ganhos do que de perdas comerciais. Japão e Índia são dois exemplos e há oportunidades comerciais e de atração de investimento pouco exploradas nos demais membros da TPP – Austrália, Cingapura, Nova Zelândia, Malásia e Vietnã.

A agricultura é parte fundamental e dinâmica da indústria brasileira. O interesse de ampliar o comércio e os investimentos é convergente nesses dois setores, assim como o pleito para que o país aproveite o vácuo de liderança nas políticas comerciais e assuma presença e protagonismo em todas as frentes possíveis de negociação.

 Como diz a expressão latina, “tempus fugit”. A hora é de ação.

(*) Marcos Sawaya Jank é especialista em questões globais do agronegócio. Escreve aos sábados, a cada duas semanas.

(**) Diego Bonomo é gerente executivo de comércio exterior da Confederação Nacional da Industria (CNI).

Assuntos Relacionados Brasil
Mais lidas

Atualizando dados.

Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 67,48
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 120,77
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 126,85
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 8,90
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 5,81
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 5,66
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 5,44
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 5,37
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 5,57
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 157,11
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 157,43
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 174,28
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 177,34
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 149,20
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 168,43
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,34
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,36
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.321,27
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.196,51
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 183,86
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 156,83
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 161,68
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 179,98
    cx

Relacionados

AI – 1343
SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326