Complexa e organizada, produção paranaense de frango utiliza fluxo rodoviário intenso para ligar toda a cadeia
Avicultura: uma cultura sobre rodas

A cadeia paranaense de produção de frango tem no transporte rodoviário um dos seus principais alicerces logísticos. Complexa e organizada, a atividade depende de uma imensa frota de caminhões para o transporte das aves vivas e reprodutoras, insumos veterinários, ração, ovos férteis e, posteriormente, o produto final para comercialização e/ou exportação. Diariamente, os veículos realizam quase 3 mil viagens (ida e volta) para o abastecimento das regiões produtoras da proteína.
Essa conclusão faz parte do estudo “Potencial de Escoamento da Produção Agropecuária Paranaense”, elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) da FAEP. O documento traz dados sobre produção e escoamento das principais cadeias do agronegócio paranaense: soja, milho, trigo, feijão, avicultura, suinocultura, bovinocultura de leite, bovinocultura de corte, cultivos florestais, cana-de-açúcar, batata, mandioca e fertilizantes. A logística de escoamento da soja e do fertilizante já foi detalhada nas edições anteriores do Boletim Informativo.
No frango, o uso do transporte rodoviário está diretamente ligado ao potencial da cadeia no Estado. Há mais de 10 anos, o Paraná ocupa a liderança nacional no frango de corte, responsável por 32% da produção brasileira. Em 2015, última informação disponível, o Estado ultrapassou os 1,7 bilhão de frangos abatidos.
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Deste montante, 55% abasteceram o mercado interno e o restante, na forma de carne in natura, cortes, salgada, processada e miúdos, foi enviado a mais de 115 países, principalmente via Porto de Paranaguá.





















