O protesto de 24 horas de auditores fiscais federais agropecuários não provocou “atrasos significativos” nos processos produtivos e de embarques de produtos
Avicultura e suinocultura não sofrem com paralisação dos fiscais agropecuários

O protesto de 24 horas de auditores fiscais federais agropecuários, iniciado nesta segunda-feira, não provocou “atrasos significativos” nos processos produtivos e de embarques de produtos da avicultura e da suinocultura do Brasil, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
“A ABPA ressalta a importância do Serviço de Inspeção Federal para a manutenção do status sanitário e da qualidade do sistema de produção, e confia em uma solução efetiva, sem prejuízos aos setores… Uma paralisação é prejudicial a todos, independentemente do porte da agroindústria”, destacou a entidade, em nota enviada à Reuters.
Os auditores entraram em estado de mobilização nesta segunda-feira, reivindicando a autorização de concurso público para recomposição do quadro funcional, com preenchimento de 1,6 mil vagas, e em protesto contra “uma série de medidas arbitrárias” adotadas pelo Ministério da Agricultura, incluindo a contratação temporária de médicos veterinários para atuar na inspeção agropecuária em caráter emergencial.
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Procurado pela Reuters, o ministério disse por meio de sua assessoria de imprensa que não iria comentar o assunto “por enquanto”. Já a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que não irá se posicionar neste momento.
Conforme o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), caso as reivindicações não sejam atendidas, na próxima semana a paralisação será de 48 horas, abrangendo os dias 24 e 25.
A mobilização desta segunda-feira coincidiu com a viagem do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, aos Estados Unidos, que visava apresentar soluções para problemas detectados pelos norte-americanos na fiscalização de cargas de carne in natura.





















