Nas regiões produtoras, os valores têm recuado, pressionados pelo início da colheita e pela necessidade de espaço nos armazéns. Já as altas ocorrem geralmente nas praças consumidoras
Preços do milho variam entre regiões

De acordo com os dados divulgados neste segunda-feira (28/01) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, os preços de milho seguem registrando movimentos distintos dentre regiões, influenciados pela oferta e demanda regionais.
Nas regiões produtoras, os valores têm recuado, pressionados pelo início da colheita e pela necessidade de espaço nos armazéns. Já as altas ocorrem geralmente nas praças consumidoras e são influenciadas por dificuldades logísticas e por incertezas quanto à produtividade das lavouras – com o avanço da colheita da soja, espera-se aumento na concorrência para o escoamento do milho, mantendo a perspectiva de aumento de frete.
Esse ambiente influencia na redução do ritmo de novos negócios envolvendo o cereal, fazendo com que vendedores se mantenham fora do mercado. O recuo vendedor também está atrelado ao clima. Chuvas irregulares desde dezembro têm deixado agricultores preocupados tanto com a atual safra de verão quanto com o desenvolvimento da segunda safra, que já começou a ser semeada em alguns estados.
Leia também no Agrimídia:
- •Ministério da Agricultura e Pecuária alerta para volatilidade nos fertilizantes e recomenda cautela na compra
- •Custos, sanidade e mercado externo marcam semana no agro com impacto direto nas proteínas
- •Produção de carne de frango bate recorde em 2025, mas oferta elevada pressiona preços
- •Preço dos ovos recua no fim da Quaresma, mas média mensal ainda acumula alta
Em relação aos preços no mercado paulista, as ofertas de milho do Centro-Oeste brasileiro seguem limitando as valorizações. Entre 18 e 25 de janeiro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (região de Campinas-SP) subiu 1,5%, fechando a R$ 38,88/saca de 60 kg na sexta-feira, 25.





















