O som pode ser favorável a muitos dos seres vivos em sua vida embrionária, o que também inclui as aves. O Nupea-Esalq/USP tem desenvolvido estudos relacionados ao tema, como a pesquisa “Tecnologias disruptivas na incubação artificial: o caso da bioacústica no desenvolvimento embrionário de aves comerciais”
Pode o embrião no ovo sofrer influência do som externo da galinha mãe?

Por Ana Carolina Donofre e Iran José Oliveira da Silva
Os incubatórios comerciais tem o papel de transformar ovos férteis no material de partida para a avicultura de corte/postura: os pintos e pintainhas de um dia. No caso da avicultura de corte, bilhões de frangos são produzidos anualmente, com a exclusiva dependência da produção dos pintos que são “chocados” artificialmente. O tempo de incubação de 21 dias representa 40% do ciclo de vida de um frango, hoje abatido em um intervalo de 42-48 dias.
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O desenvolvimento embrionário das aves é estreitamente dependente das condições impostas durante a incubação artificial, cujos efeitos podem induzir/alterar às respostas na eclosão, afetando a viabilidade e a produtividade dos animais que chegarão aos produtores. Nada disto é novo para os entendedores do mundo avícola, desde muito tempo manipulam-se as condições de temperatura, umidade relativa, ventilação e posicionamento dos ovos visando a otimização das taxas de eclosão e a obtenção de pintos de boa qualidade. Todavia, seriam estes fatores e técnicas, já bem conhecidos, suficientes para o futuro da produção zootécnica, que envolve a inovação na produção, bem como, questões relacionadas ao bem-estar animal?
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