Companhia prioriza rentabilidade, expansão no segmento de food service e avanço no Sudeste; empresa abate aproximadamente 750 mil frangos por dia em quatro plantas industriais
Agroindústria
Vibra Foods foca em valor agregado após recompra da Tyson
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Com a retomada do controle acionário integral antes compartilhado com a multinacional Tyson Foods, a Vibra Foods reorientou suas diretrizes operacionais. Em declarações prestadas durante o Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS 2026), o CEO da empresa, Gerson Müller, sinalizou que o crescimento da marca no ciclo atual dependerá do incremento de margem e da maior sofisticação do portfólio industrializado, em detrimento do ganho isolado de volume de abate.
A empresa mantém uma postura seletiva para expansão, priorizando projetos de alta rentabilidade e eficiência operacional no lugar de investimentos intensivos em capacidade produtiva.
Inovação em Processados e Avanço no Food Service
O plano de crescimento da empresa fundamenta-se no desenvolvimento de cortes prontos e semiprontos com perfil clean label — caracterizados por formulações com menor adição de ingredientes sintéticos e conservantes. A inclusão mais recente ao catálogo foi uma linha de empanados, que complementa os itens já consolidados de frango assado e desfiado.
No canal de alimentação fora do lar (food service), a meta é ampliar a participação em grandes redes de restauração rápida (Quick Service Restaurants – QSR). Para atender a essa demanda, a empresa desenvolveu soluções padronizadas para cozinhas de alta rotatividade:
- Embalagens e porções fracionadas para redução de perdas operacionais;
- Cortes com padronização rigorosa de peso e tamanho;
- Opções pré-temperadas prontas para o preparo imediato.
Desafios Macroeconômicos e Projeções Internacionais
No comércio exterior, onde destina quase dois terços de sua produção diária, a Vibra Foods monitora as exigências sanitárias da União Europeia relativas ao uso de antimicrobianos. A diretoria prevê que o impasse regulatório no segmento de aves será superado ainda em 2026, impulsionado pela necessidade europeia de abastecimento seguro.
De acordo com Gerson Müller, CEO da Vibra Foods, “acredito que essa questão da avicultura será solucionada ainda este ano. A Europa precisará desse produto e não será simples encontrar fornecedores que atendam às mesmas exigências sanitárias que o Brasil.”
Internamente, a elevação da taxa Selic impõe disciplina na alocação de recursos. Em vez de erguer novas estruturas de abate, a fábrica canalizará aportes para otimizar a distribuição de produtos processados no Sudeste, mercado considerado crucial por concentrar a maior parcela dos consumidores de itens avícolas de maior valor agregado.
Fonte: Vibra Foods
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