Especialista da UFMG detalha a evolução do consumo diário e o equilíbrio nutricional da dieta do desmame até a fase final de terminação
Produção
Para atingir 120 kg no abate, suíno de granja consome até 280 kg de ração
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Para atingir o peso comercial padrão de 120 kg no momento do abate, um suíno de linhagem comercial consome entre 260 kg e 280 kg de ração balanceada ao longo de sua vida produtiva. A estimativa é do zootecnista Bruno Silva, do Núcleo de Estudos em Produção de Suínos da Universidade Federal de Minas Gerais (NEPS/UFMG), que destaca a variação da demanda nutricional conforme a evolução do animal nas granjas.
Evolução do Consumo de Ração por Fase de Criação
| Fase de Criação | Período / Idade | Consumo Diário Médio | Volume Total Acumulado |
| Creche | Do desmame (24 dias) aos 70 dias | 450 g a 500 g / dia | ~10% do total (~26 kg a 28 kg) |
| Crescimento e Terminação | Dos 71 dias ao abate (~170 dias restantes) | 2,5 kg / dia | ~90% do total (~234 kg a 252 kg) |
| Ciclo Completo | Desmame ao Abate (120 kg) | Variável por fase | 260 kg a 280 kg |
(Fonte: NEPS/UFMG / Globo Rural)
Composição da Dieta e Eficiência Zootécnica
- Matriz energética e proteica: A alimentação dos suínos é formulada prioritariamente com milho (fornecedor de carboidratos) e farelo de soja (fonte essencial de proteína), complementada por aminoácidos sintéticos, vitaminas e minerais.
- Curva de exigência: Na fase de creche, o consumo representa apenas 10% do total da vida do animal. A curva eleva-se na fase de engorda e terminação, onde o animal consome em média 2,5 kg de ração por dia para sustentar o ganho de peso diário e a formação de massa muscular.
- Impacto econômico: O controle rigoroso da conversão alimentar ao longo do ciclo é determinante na suinocultura intensiva, visto que a alimentação representa o principal custo produtivo da atividade.
De acordo com Bruno Silva, zootecnista do NEPS/UFMG, “as raças comerciais de suínos necessitam de 260 kg a 280 kg de ração do desmame até o abate para atingir o peso ideal de 120 kg. A precisão do aporte nutricional em cada fase garante o desenvolvimento adequado do animal e a eficiência zootécnica do lote.”
Fonte: Globo Rural, com dados fornecidos pelo especialista Bruno Silva (UFMG)























