Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Empresas

Justiça destitui donos da Arantes

Grupo Arantes, em recuperação judicial, não forneceu informação a administrador.

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O juiz da 8ª Vara Cível de São José do Rio Preto, Paulo Roberto Zaidan Maluf, destituiu os proprietários da Arantes Alimentos, Aderbal Luis Arantes Júnior e Danilo Arantes da administração do grupo, que está em recuperação judicial, e da Brasfri S/A (Nova Arantes). O pedido de destituição e de convocação de assembleia de credores para indicar um gestor judicial foi feito pelo administrador judicial da Arantes, Luiz Augusto Winther Rebello Júnior.

No despacho em que deferiu o pedido, o juiz informa que “dentre as hipóteses legais [para a destituição] está o não atendimento ou a negativa de prestar informações solicitadas pelo administrador judicial ou previstas no plano de recuperação judicial”. Segundo o despacho, “reiteradamente foram solicitadas a apresentação de contas mensais, deixando os administradores, contudo, de cumprir com a obrigação legal”. Isso impossibilitou a fiscalização das contas, diz o juiz, e prejudicou credores, que não puderam receber informações sobre o resultado das atividades da empresa.

Fontes próximas ao Arantes informaram que o grupo, que tem dívidas de R$ 1 bilhão, deixou de fornecer balancetes mensais, conforme previsto no plano de recuperação judicial, ao administrador.

No despacho, o juiz informa ainda que as atividades do grupo Arantes “diminuem a cada mês” e que “não há como cumprir com as obrigações assumidas no plano de recuperação sem atividade empresarial, sem informações, sem transparência”. A empresa está operando apenas parcialmente desde que pediu recuperação.

O Banco Santander, maior credor da Arantes, também havia pedido a destituição dos administradores. Para o banco, segundo o despacho do juiz, ” o decréscimo vertiginoso no faturamento das recuperandas, a desorganização interna, a redução do quadro de trabalhadores e a iminência de paralisação das atividades impossibilita a manutenção e recuperação de empresas, em tese, economicamente viáveis”.

Uma assembleia, para indicar o gestor judicial para administrar a empresa, foi convocada para o dia 18 de outubro. Até lá, segundo a decisão, a administração ficará a cargo do administrador judicial com o acompanhamento de um dos sócios, Aderbal Arantes Júnior.

Procurado, o Felsberg & Associados, que representa a Arantes não se pronunciou.

Segundo apurou o Valor, a expectativa do grupo é que mesmo após a indicação de um gestor judicial um dos sócios continue acompanhando a operação, já que estes têm conhecimento do dia a dia da empresa.

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