Justiça determina a venda de duas unidades da Agrenco, que tem dívidas de R$ 1,5 bilhão.
Alteração na recuperação da Agrenco é feita pela Justiça
A 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo aprovou alterações no plano de recuperação judicial da Agrenco.
O novo plano prevê a venda das duas unidades industriais da companhia, em Alto Araguaia (MT) e Caarapó (MS), e o afastamento de Michael Bishop, que atuava como presidente interino. Por ora, a empresa será conduzida por administradores judiciais.
A Agrenco anunciou que vai recorrer da decisão sob o argumento de que o novo plano não é legítimo, pois não representa os interesses da empresa.
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O plano validado ontem foi apresentado pelo escritório Feslberg Advogados, que representava a empresa até o dia 29, um dia antes da assembleia de credores votar a proposta. Na assembleia, o próprio Bishop representava a Agrenco como advogado.
No entendimento do juiz Daniel Costa, como o executivo não se manifestou contra o plano naquela ocasião, não há razões suficientes para invalidar a decisão dos credores.
De acordo com Sérgio Savi, do escritório Cabral, Barros, Sobral, Gomes Advogados, que reassumiu a representação da Agrenco, o que se viu foi uma “liquidação disfarçada”. “Se fosse declarada a falência, o fisco seria o primeiro a receber. Esse plano beneficia os credores que não têm garantias, que pouco receberiam numa falência.”
Nesse meio tempo, Bishop afirmou que continua costurando um acordo com produtores de soja e um fundo de investimento para colocar as fábricas, hoje inoperantes, em funcionamento.
Com dívidas de cerca de R$ 1,5 bilhão, a Agrenco está em recuperação judicial desde 2008. Suas operações foram paralisadas em novembro do ano passado.





















